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 Tatsunoko vs. Capcom: Ultimate All-Stars

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Análise escrita por: Ivan Nikolai Barkow Castilho
Tatsunoko vs Capcom. Uma companhia de anime não muito conhecida no Ocidente e, consequentemente, no Brasil. Personagens como Ken the Eagle, Karas e Gold Lightan representam a empresa. Do outro lado, uma companhia de games famosa principalmente pelos seus jogos de luta, sem desmerecer os outros gêneros como plataforma. Ícones como Ryu, Chun-Li, Mega Man e Morrigan vestem a camisa da Capcom. Essas duas companhias em um único jogo poderia ser algo que os donos de Wii no Ocidente talvez nunca conferissem. Com um anúncio inesperado (e que todos deveriam agradecer e ficarem felizes), a Capcom confirmou no ano passado que Tatsunoko vs Capcom seria lançado por essas bandas oficialmente. Mas essa espera e comentários em cima do título correspondem à qualidade do game? Em uma única palavra: sim. Tatsunoko vs Capcom é um jogo que será comentado sempre como um título obrigatório na coleção de uma pessoa ou naquelas listas que são montadas com os jogos que uma pessoa deve conferir no console.



Antes de falar do jogo em si, vamos entender o que se passou para chegarmos no produto final. Em dezembro de 2008, foi lançado Tatsunoko vs. Capcom: Cross Generation of Heroes para o Wii no Japão. Como as franquias da Tatsunoko possuem diversas licenças para diversas companhias no Ocidente, era muito improvável que o game fosse lançado por aqui. Esse pensamento permaneceu assim até pouco antes da E3 2009, quando a Capcom confirmou que o jogo seria lançado no lado oeste do mundo com algumas mudanças e um novo nome: Tatsunoko vs. Capcom: Ultimate All-Stars.

Os pontos negativos de uma versão para outra são poucos. Temos a ausência de personagem (Hakushon Daimao) em Ultimate All-Stars, além de uma abertura quase que estática (ao menos, a canção de abertura, "Across the Border", continua a mesma mas traduzida; a versão japonesa é cantada por Asami Abe e a americana por Anna Gholston), sem animação, e finais dos personagens com três artworks produzidas pelo grupo UDON, ao invés de uma cutscene animada. Por outro lado, temos novos personagens, um novo mini-game e o mais importante para os ocidentais: um modo online. Assim, chegamos na versão que temos em mãos.



Desde o Nintendo 64, a Capcom não deu suporte com os seus jogos de luta. No próprio N64 não tivemos nada. No GameCube, recebemos somente Capcom vs SNK 2: EO. Com o Wii recebendo Tatsunoko vs Capcom, é praticamente uma vitória. Mas por que a Nintendo não recebeu os jogos? Não existe uma justificativa clara, obviamente, mas um problema (e que permanece no Wii) são os controles. Tatsunoko vs Capcom pode ser jogado com os quatro tipos de controle, além de um Arcade Stick lançado especialmente para a ocasião. De longe, a verdadeira experiência de se jogar TvC é com o Arcade Stick, seguida de Classic Controller e do GameCube. Com o Wii Remote sozinho ou acoplado ao Nunchuk, é como se jogássemos Super Smash Bros. Brawl.

Quem conhece a série "vs" da Capcom, sabe o que esperar dos comandos nesse título. Existem os Super Jumps (baixo e cima rapidamente), Hyper Combos (especiais que ocupam a tela inteira), sistema de duplas (você controla um personagem, podendo trocar para o outro quando quiser - a barra vermelha na vida vai recuperando enquanto ele estiver na reserva), combos dos mais variados tipos (incluindo aéreos) e assim por diante. Porém, o esquema aqui foi simplificado. Ao invés de "Soco Fraco, Médio e Forte" (ou "Soco Fraco e Forte" como Marvel vs Capcom 2) e "Chute Fraco, Médio e Forte" e com esses botões realizar combinações (os dois fortes trocam personagens, etc), temos somente quatro botões para tudo: "Ataque Fraco, Médio e Forte" e "Troca". Não existe classificação para Soco ou Chute, apenas para a força do golpe. Parece soar estranho para os mais puristas (eu incluso). Mas dando um tempo ao jogo, fica claro que a escolha foi ótima e não existe um lado negativo, que pode prejudicar o jogador por "falta de opções de ataque". O botão "Troca" (Change) serve para trocar o personagem na luta se segurar para trás, ao mesmo tempo, ou chamar o parceiro para desferir um golpe de assist (ajuda).

A configuração mencionada serve para o Arcade Stick, Classic Controller e controle de GameCube. Agora, com o Wii Remote e Nunchuk, as coisas mudam. Não é possível nem configurar as opções com esses últimos. Pegando a opção Wii Remote e Nunchuk, temos: A sendo uma soma dos três botões de ataque. Ou seja, chegando perto do adversário e apertando o A diversas vezes, os combos saem sozinhos. O botão B são os golpes especiais. Por exemplo: no caso de Ryu, todos sabemos os comandos dos seus golpes clássicos (se você não sabe, não se considere um jogador) e eles continuam iguais nos três controles (Arcade, Classic e Cube). Porém, no Wiimote+Nunchuk, o botão B serve como atalho para esses golpes, ao estilo de Smash. B sem direção é Hadouken. B e para baixo é Shoryuken. E assim por diante. É um método interessante para facilitar o jogo aos novatos, mas pode confundir quem espera um jogo mais complexo com o controle padrão do console. Já o botão Z, no Nunchuk, serve para trocar de personagem. Por fim, A+B ativa o Hyper Combo.



Apesar de tudo, o controle de GameCube superou minhas expectativas. O controle não foi feito para jogos de luta 2D, mas consegui jogar decentemente com ele. Tirando os controles de foco, vamos analisar outros pontos técnicos: os gráficos e sons.

Os sons, a grosso modo, podem até ser o ponto mais forte do jogo. A trilha sonora é muito agradável e apesar de termos a versão americana em mãos, as vozes estão em japonês (opção que de a cada 10 jogadores, 8 preferem assim em jogos de luta). Já os gráficos são muito bem trabalhados no Wii. A única crítica fica no modelo dos personagens, os quais, quando observados com cuidado, nota-se que são pobres em detalhes. Mas como o jogo é frenético, é um detalhe que se passa despercebido.

Falando em modelo, Tatsunoko vs Capcom oferece uma galeria com os modelos em 3D dos personagens (pode-se dar zoom e girá-los como quiser). Essa galeria também possui artworks (tanto dos personagens quanto as artworks dos finais deles) e as vozes de todos. Para se habilitar tudo isso, é necessário terminar o jogo e comprar os itens no "Shop" (loja). É um replay bastante valioso, forçando o jogador a terminar o game várias vezes para habilitar extras além de ver o final do personagem. Inclusive, os personagens novos de Ultimate All-Stars (Zero, Frank West, Joe the Condor e Yatterman-2), com exceção de Tekkaman Blade, devem ser habilitados terminando o jogo num total de 12 vezes (6 com personagens de cada empresa).



Ainda sobre destraváveis, existe um minigame de shooter com visão superior que pode ser aberto. É uma opção interessante para escapar um pouco das lutas, mas é bem simples e é basicamente um extra a mais.

Um problema que Tatsunoko vs Capcom sofre (e todos os jogos de luta também) é a falta de opções para o single player. Além do modo Arcade, existe um modo Survival e Time Attack, mas ambos não fogem muito do que o modo Arcade oferece. Apenas o foco é outro: a maneira que seus pontos são avaliados (tempo ou quantos inimigos você consegue derrotar sem ser nocauteado). Para isso há os destraváveis mencionados, mas mesmo assim, a "mesmice" continuará batendo em sua cabeça. Por isso, a alma dos jogos de luta é o multiplayer. Se você tem com quem jogar e que seja tão fã quanto você do gênero, Tatsunoko vs Capcom mostra a sua verdadeira magia. Mas se você não tem com quem jogar, é aí que entra o modo online via Nintendo Wi-Fi Connection.

Obviamente, Tatsunoko vs Capcom utiliza o sistema de Friend Codes, mas oferece alternativas a isso. Você pode jogar com qualquer pessoa do mundo, inclusive em um sistema de ranking semelhante a Street Fighter IV com Battle Points (você ganha ou perde pontos após a luta) no Ranked Battle. Assim como, é claro, você pode jogar com os amigos via Friend Code. Existe também uma outra lista chamada Rival. Não dá para cadastrar uma pessoa nas duas listas, portanto você pode manusear as duas listas como quiser.

O modo online é lindo na teoria, mas sabemos das críticas que o Wii recebe quanto a isso. Via Friend Code e com brasileiros, as batalhas acontecem com pouco lag (lerdeza na resposta dos comandos). Já via o modo Ranked, por exemplo, mesmo se sua internet é rápida, uma quantidade mínima de lag vai acontecer. É bastante aleatório, tudo depende de sua sorte, mas não é um modo online problemático como o de Super Smash Bros. Brawl, mas também não é perfeito como o de Mario Kart Wii.



Tatsunoko vs Capcom: Ultimate All-Stars é um jogo que pode ser apreciado por todos os públicos. Os mais viciados encontrarão um sistema de combate sólido, com técnicas avançadas nunca vistas antes (Mega Crash que impede combos, Baroque que expande combos, por exemplo) e inúmeras possibilidades de combo, além de algo inédito: um personagem gigante poder ser controlado ao invés de uma dupla (no caso, temos Gold Lightan da Tatsunoko e PTX-40A da Capcom). Da mesma forma, os que procuram uma diversão descompromissada e não são bons em jogos de luta, podem usar o Wii Remote com ou sem o Nunchuk e se darão bem.

Fica difícil recomendar Tatsunoko vs Capcom se você possui um PlayStation 3 ou Xbox 360, pois ambos têm opções de jogos de luta mais amplas. Mas se você só tem o Wii, não pense duas vezes. Tatsunoko vs Capcom é um jogo obrigatório nessa situação!

95%

recomendação



Comentários
kikoto
19/07/2010 às 14:59
meu primo tem esse jogo, ele é muito l0k0! ai tem um robozoes
Vinicius Zelda
26/06/2010 às 17:49
Eu acho ótimo trazer personagens não tão conhecidos, pois assim podemos renovar, não ficar naquela mesma coisa " Hadouken RYYU!!!! , não que seja ruim, mas novos personagens é preciso
Kaganba
26/06/2010 às 03:03
Adorei o jogo!!! Com certeza faz jus a série VS da capcom.
Porém nem tudo é mil maravilhas, o ponto de trazer personagens não tão conhecido pra mim vai impactar em nada. O ponto que podemos destacar aí seria a jogabilidade meio trucada e a similaridade entre os personagem ( isso provavelmente foi feito pra balanciar, mas acho que acabou fazendo com que os personagem ficassem muito iguais ).

Então o TvsCacaba sendo não merecedor de um 10, mas com certeza um 9.0!! Ao lado de Guilty Gear o TvsC já é um clássico de luta pra Wii! ( não considero o Smash bros como luta, mas se eu considerasse com certeza ele estaria alí )
System Failure
15/06/2010 às 12:04
jogo muito bom, o problema é a falta de opções pra single player [2]

tah q nem smash pra mim, só tem graça jogar com alguém aki em casa. n curto mt o online...
RedNiNero
14/06/2010 às 12:42
"pior perceber que a música permanece a mesma quando se troca de personagem."

Eu achei isso genial!
Aquilo era maior quebra-clima.
Bai Mei
14/06/2010 às 09:21
Trazer Tatsunoko vs Capcom para o Ocidente, foi um dos presentes mais competentes que a Capcom já fez. No entanto, por mais que a versão americana seja uma espécie de Champion Edition da original; não gostei da trilha sonora (principalmente, porque retiraram a música-tema de Roll), pior perceber que a música permanece a mesma quando se troca de personagem. A apresentação é tão meia boca quanto os finais estáticos. Fora que trocaram a trilha da apresentação original por um pop sem-vergonha e sintetizado. Aghr...
Mas, independente desses pormenores, é um título obrigatório na gameteca de qualquer adepto do Wii.
Renan Rondon
13/06/2010 às 20:05
Não considero obrigatório pra quem tem o Smash em casa.
Prefiro esperar mais detalhes sobre Tekken vs SF
YoKo
13/06/2010 às 20:01
boa analise como sempre soul.

índio
13/06/2010 às 17:21
jogo muito bom, o problema é a falta de opções pra single player
,André_
13/06/2010 às 14:51
Eu tenho esse jogo, é muito bom!!
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