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Mario vs. Donkey Kong 2: March of the Minis
escrita por Fabio Bracht

Você gosta de pensar? Gosta de manipular mais as suas ligações neurológicas do que os elementos da tela, na hora do jogo? Você é daqueles que não liga nem um pouco, e até gosta, quando não sabe o que fazer numa fase e é obrigado a parar pra dar aquela refletida, aquela raciocinada básica antes de voltar à ação? Então, meu velho, MvsDK2 é um mundo de diversão só esperando ser descoberto por você.

Mas lendo o parágrafo anterior eu fico com medo de ser mal interpretado. Não que o game seja uma coisa totalmente parada, que faça você ficar pensando por minutos a fio e não te dê a oportunidade de jogar, de fato. Não. É claro que o game vai te fazer raciocinar bastante, mas quando o reconhecível clique de "já sei o que fazer!" acontecer na sua cabeça, você passa para a segunda fase da mecânica do jogo: controlar aquele bando de mini-marios suicidas em potencial.

Peraí. Eu acho que eu ainda não falei sobre o que é o jogo. Perdão. Vou falar brevemente antes de prosseguir o raciocínio do parágrafo anterior. O jogo consiste em conduzir os mini-marios em segurança, do ponto em que estão parados (muitas vezes espalhados pelo cenário) até o portal de saída da fase, preferencialmente pegando todos os itens no caminho. Ao fim das nove fases de cada "mundo" (que na verdade é um andar do prédio do parque temático do Mario, que aparece na irrelevante historinha inicial), rola uma batalha contra Donkey Kong em pessoa. Simples assim. E divertido pra caramba.

Mas eu estava falando dos "mini-marios suicidas em potencial". E quem já jogou Lemmings -- e eu imagino que a maioria dos que lerão isso já jogaram (se você não jogou, tome vergonha na cara e jogue!) -- sabe que controlar um grande número de seres que não pensam duas vezes antes de se atirar em um poço de espinhos ou ficar embaixo de alguma plataforma que fatalmente irá transformá-los em um amontoado bem fininho de alguma coisa não é exatamente a coisa mais calma e tranquila do mundo. A diferença é que em Mario vs. Donkey Kong 2 as coisas tendem a ficar mais caóticas, porque nele, ao contrário do já citado Lemmings, quando um personagem bate no outro, ambos mudam de direção, indo para o lado oposto. Se um estava parado, fora de perigo, começará imediatamente a andar em direção ao perigo mais próximo. Ou seja, as coisas ficam bem complicadas.

A jogabilidade é toda baseada em arrastar a Stylus na direção que você deseja que o mini-mario ande (ou para cima, caso queira que ele pule). E também há uma infinidade de objetos do cenário com os quais você deve interagir por meio do toque. Então, prepare-se para arrastar furiosamente a canetinha pela tela do DS. Dando um clique em um mini-mario, ele vai parar, ficando fora de perigo. Usar esse artifício tem o seu lado bom, que é o fato de facilitar MUITO a conclusão das fases. Mas o lado ruim é que há um bônus na pontuação, chamado "Nonstop", que premia os jogadores que conseguirem levar os mini-marios até o final sem fazê-los parar nenhuma vez. E você nunca vai conseguir estrela dourada (a classificação máxima da fase, necessária para abrir duas fases bônus) sem priorizar o Nonstop.

E multiplayer, tem? Não. "Ei, tio Fábio, mas eu vi o logo da Nintendo Wi-Fi onnection na caixinha! Deve ter multiplayer sim!!1!" Não, não tem. Eu não consigo imaginar como um jogo desse estilo pudesse ter um modo para mais de um jogador. Seria bem esquisito. Mas, sim, o logo da WFC está na caixinha, e ele dá acesso a uma função que, na minha opinião, é a razão para se comprar esse jogo: compartilhamento de fases. Você pode criar as suas próprias fases em um editor (que, impressionantemente, é divertido de usar!) e disponibilizá-las via internet para quem quiser pegar! Óbvio que ambos os envolvidos na trocar de fases precisam ter adicionado os respectivos Friend Codes para que tudo dê certo, mas os fóruns e comunidades estão aí para isso. Em resumo, é um jogo que teoricamente nunca vai acabar, já que você sempre poderá baixar níveis novos. Ah, e eu já ia esquecendo: a própria Nintendo distribui regularmente fases para download. Que tal?

Mario vs Donkey Kong 2 é, desde já, um clássico dos puzzles portáteis. Tem as suas falhas, como qualquer outro jogo, mas vai te manter ocupado (e se divertindo) por muito tempo. Eu não sou o cara que mais se importa com gráficos no mundo, mas já que você deve estar querendo saber, eu achei eles bem bonitos, com animações fluídas e simpáticas que cumprem com louvor o seu papel. Os efeitos sonoros já teriam mérito somente por não te enjoarem, e as músicas... ah, elas são perfeitas! Versões das trilhas sonoras clássicas da série Mario e da série Donkey Kong, rearranjadas em um estilo mais Jazz instrumental, são relaxantes e perfeitas para ajudar na concentração, além de muito apropriadas.

Veredicto final: se você se identificou com o primeiro parágrafo, tem um DS e um mínimo de nostalgia em relação a essas duas séries clássicas da Nintendo, demorou pra comprar.

 

Eis o editor de fases. Não dá vontade de usar?




9,0


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