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Just Dance 3
escrita por Caio Teixeira Brandão

Manter uma série de sucesso é uma tarefa árdua, principalmente quando esta se baseia em princípios simples de apresentação e jogabilidade, sujeitos a críticas como falta de originalidade ou inovação. Criada pela Ubisoft Paris em 2008 para o Nintendo Wii, Just Dance se tornou uma das franquias mais lucrativas dessa geração, encabeçando o topo das vendas de jogos na Europa por vários meses consecutivos.

Como o próprio nome diz, basta segurar o Wiimote e começar a dançar, seguindo os movimentos no ritmo da música representados na tela. Essa simplicidade torna o jogo extremamente acessível e possibilita ao jogador movimentar apenas a mão com o wiimote e mesmo assim conseguir “dançar”.

A Ubisoft disponibilizava DLC com certa periodicidade, embora o principal público do jogo (o dito casual) não fosse muito acostumado a essa forma de conteúdo. Prova disso é o fato de que em Julho de 2011 a empresa lançou uma coletânea das músicas da sua loja virtual, o Just Dance Summer Party, que servia como uma espécie de aquecimento para a sequência que seria lançada em Outubro do mesmo ano.



Com o lançamento de Just Dance 3 a Ubisoft planejava algo ainda mais audacioso, tornar o jogo multiplataforma e repetir o sucesso alcançado com o Wii, aproveitando os sensores de movimento dos outros consoles. Com a maior lista de músicas já disponível (mais de 40 títulos) e uma variedade de estilos até então inédita, o jogo mantém a simplicidade característica da série, mas eleva a diversão a outro patamar.

O visual é muito semelhante ao dos jogos anteriores, porém algumas músicas se destacam pela apresentação repleta de efeitos e a coreografia diferenciada (ao exemplo de “Pump It” do Black Eyed Peas). Destaque também para os personagens que interpretam as músicas que em alguns casos são dignos de riso.

A Ubisoft caprichou no repertório do jogo, estão presentes ritmos como Zouk, Reggaeton e até a música clássica não foi esquecida. É uma pena que a música brasileira não esteja representada, embora com o sucesso mundial do hit “Ai se eu te pego” talvez vejamos um DLC em breve (bazinga!).



Além dos já conhecidos duetos, as músicas nas quais os jogadores interagem entre si, destaque também para as “group dances”, onde existe uma coreografia para cada jogador e todos possuem um momento solo. Diferente da competição entre os jogadores para a escolha do melhor dançarino as danças em grupo promovem certa cooperação, no intuito de exigir sincronia entre os membros. Os mash-ups (combinações de músicas semelhantes aos setlists) ajudam a apimentar as competições, pois não oferecem intervalo de descanso entre as músicas.

Assim como em Michael Jackson Experience a pontuação adquirida nas músicas equivale a estrelas e ao adquiri-las o jogador destrava o conteúdo extra e aí que o jogo surpreende. São novas músicas, mash-ups, versões diferentes das coreografias e até novos modos de jogo, o que acaba por aumentar a longevidade do título.

Apesar da perda de exclusividade do Wii, a parceira da Nintendo com a Ubisoft aparenta estar frutífera, pois foi disponibilizado recentemente o DLC “Mario Song”, com coreografia interpretada por ninguém menos que o encanador mais famoso dos videogames. Com Just Dance 3 a Ubisoft mantém sua hegemonia nos jogos de dança no Wii, e aposta na diversão para alcançar um público ainda maior.




8,0


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