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Pushmo
escrita por Thales Nunes Moreira

A Intelligent Systems é, sem dúvida, a desenvolvedora mais versátil da Nintendo. Dando vida a séries como Fire Emblem, Paper Mario e (depois de comer alguns cogumelos, talvez?) WarioWare, é surpreendente que o estúdio ainda consiga criar pérolas completamente novas como este Pushmo.

Pullbox, como o jogo é conhecido na Europa, é um quebra-cabeças cujo princípio básico é arrastar blocos (ou conjunto de blocos) para frente e para trás de forma a criar um caminho para que Mallo chegue até uma criança presa em certo ponto do enigma.


Permitindo que o jogador se acostume ao conceito antes de introduzir novos elementos, a Intelligent Systems dedica quatro das suas onze seções apenas a tutoriais e quebra-cabeças simples, conduzindo a dificuldade na forma de uma suave curva, sem nunca deixar, porém, de oferecer um desafio considerável, especialmente após a introdução de tubos que levam Mallo instantenaeamente de um ponto a outro e de botões que fazem todos os blocos de certa cor serem arrastados ao máximo.

Grande parte do sucesso desse sistema se deve ao fato de que, assim como Portal, a ação é centrada no personagem e na forma como ele manipula o ambiente, características que nunca se alteram, o que faz com que a lógica dos enigmas seja facilmente assimilável e nenhuma habilidade adquirida se torne inútil. Com o tempo, certas técnicas se mostram mais eficientes, mas os níveis nunca se tornam redundantes, já que os blocos podem ser dispostos em incontáveis formas, o que resulta em uma liberdade imensa de criação e comprova a sagacidade dos designers da Intelligent Systems.



Ao constituir-se em torno de um sistema de camadas, Pushmo naturalmente se beneficia dos aspectos 3D do console, tornando-o um dos melhores exemplos da tecnologia no 3DS até então - e é uma pena que tão poucos jogos considerem esse um dos elementos centrais da jogabilidade, o que faz desse um elogio não muito representativo.

A necessidade de reiniciar um mesmo nível várias vezes, os tutoriais de longa extensão e a única música que toca durante praticamente o jogo inteiro podem desanimar aqueles que se deixaram levar pela simplicidade técnica do título, mas, em uma indústria onde originalidade é uma virtude cada vez mais rara, jogos como Pushmo não podem passar em branco.




8,5


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