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análise › wii 
Mario Party 9
escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

E chegamos ao nono Mario Party numerado. Chega a ser estranho olhar pra trás e ver que já se passaram 13 anos desde que a Hudson juntou não só a turma do encanador, mas milhares de outras turmas pelo mundo para um "simples" jogo de tabuleiro virtual. E numa geração como esta pra Nintendo, Mario Party tem uma disputa a travar - o Wii está repleto de jogos do gênero. Para contornar a situação, MP9 veio como a necessitada reformulação da série - antes tarde do que nunca.



As mudanças estão estampadas em todo lugar, e apesar de serem de simples (re-)adaptação, fazem até os veteranos mais antigos da série estranharem em um primeiro momento. Adianto: funcionam. Divergências sobre qual livro de regras é o melhor com certeza ocorrerão, mas há de se convir que ambos são muito bem fundamentados na diversão em grupo, como sempre foi - e sempre será.

Iniciando o rol de novidades, a capa do jogo já demonstra algo diferente: Veículos, o que deve ser a maior das reclamações - os competidores agora se movem juntos pelo tabuleiro, em veículos tematizados, ou seja, nada de individualismo por aqui. Cada personagem ainda terá seu turno e seu rolar de dados, mas não navega mais sozinho pelas casas verdes e vermel-outra novidade! Devido à nova configuração em que todos se locomovem juntos, o tabuleiro foi forçado a se adaptar. E com isso, diversas casas especiais típicas da série sumiram ou tiveram seus efeitos substituídos.



Por partes: O objetivo não é mais coletar o maior número de estrelas durante um determinado número de turnos. Estas nem sequer mais existem. Ao invés do tradicional sistema de rodadas, os tabuleiros contam com um ponto de partida e, sim, um ponto de chegada. Os estágios possuem um final propriamente dito, que demora cerca de 1h para ser alcançado, com direito a 2 bosses pelo caminho. Como todos os jogadores chegam ao final juntos no veículo, a decisão do vencedor é feita pela quantidade de mini-stars (substitutas das tradicionais moedas) que cada um tem. Estas, assim como suas contrapartes nos antigos jogos, são obtidas de diversas formas, principalmente nos mini-games, alicerce da franquia. Entretanto, as casas azul/vermelho que mantinham uma constante alteração no nível dessas moedas foram retiradas.

As mudanças funcionam bem em conjunto. Apesar da estranheza de que, oito Mario Party depois não existe mais a caça pelas cobiçadas estrelas, o tabuleiro reformulado auxilia na adaptação rapidamente. Como o trajeto é o mesmo pra todos, cada jogador planeja sua jogada de maneira a fazer com que o veículo alcance o bônus/ônus (ou vice-versa) na sua rodada, com jogadas de dados de valores menores ou maiores. Jogar um dado 4-5-6 ou um 0-1 para tentar alcançar uma zona com mini-stars lá pra frente ou evitar cair em uma casa ruim destinando esta ao próximo jogador, respectivamente, configuram um aspecto estrategista que parece perdido nesta edição deste jogo de azar. E é importante: os mini-games não ocorrem ao término das rodadas dos 4 jogadores mais. Estes se limitam a casas especiais ou, em casos mais frequentes, em caixas bônus bem distribuídas pelo tabuleiro. Sendo assim, é bom controlar os ganhos e perdas de mini-stars no tabuleiro ao invés de depender das disputas com os companheiros.



Jogos como Wii Sports, Wii Play ou WarioWare  constroem seus mini-games sobre o Wii Remote. É curioso que MP9 não tenda tanto a este lado - os mini-games que utilizam o sensor de movimento se resumem a atividades simples, como cortar lenha, dirigir ou mirar com o pointer. Os demais se resumem a técnicas rítmicas de pressionar botões ou jogos de mero acaso. O jogo apresenta certa variedade, mas depois de um tempo, alguns mini-games irão apenas parecer cópias mal feitas de outros com mais brilho.

Mario Party é uma série focada no multiplayer. 9 não é exceção à regra. Ainda que tenha uma campanha single-player e vários desbloqueáveis, o jogo se destaca ao jogar com outras pessoas. É curiosa então a escolha da Nintendo em restringir o multiplayer para local, não incluindo um modo online, já que, diferente de seus predecessores, os estágios com fim determinado não duram tanto quanto os antigos tabuleiros e suas 50 rodadas custavam.



MP9 é diferente de tudo que Mario Party já apresentou, ainda que pareça familiar, seja pelo visual característico dos jogos da Nintendo (com muitos assets emprestados de jogos como Donkey Kong Country Returns) ou soundtrack com ritmos nostálgicos. As mudanças deram um novo ar à franquia, que, depois de saturada no GameCube e de apenas 1 investida no Wii, teve um longo descanso: Uma renovação importante. Aos fãs do gênero que têm como dividir o sofá com mais 3 e ainda possuem espaço em suas coleções para outro título Party no Wii, não há erro em MP9.


-- Resumo --

+ Renovação na franquia
+ Multiplayer local

- Falta de multiplayer online
- Reformulação pode não agradar veteranos




7,5


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