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análise › 3ds 
Rabbids: Travel in Time 3D
escrita por Thales Nunes Moreira

Ver um coelho vestido de gueixa gritando enquanto corre por um castelo medieval certamente é uma situação inusitada e que tem um certo apelo.  Mas, no momento em que você percebe que o jogo confia demais nisso, você sabe que há algo de errado. Os Rabbids sabem posar para as câmeras, mas, quando se trata de jogar, mal conseguem se manter em pé.

Isso fica ainda mais evidente em Travel in Time 3D, quando a Ubisoft manda os seus carismáticos mascotes para o clássico gênero de plataforma, onde não precisaria passar horas criando e desenvolvendo mini-games e poderia copiar em sucessos do passado - mais especificamente, Sonic -, economizando talento criativo. Em seus mais de sessenta níveis, Rabbids 3D nunca exibe um momento de originalidade e seus melhores momentos são justamente aqueles em que ele consegue emular de forma um pouco mais competente o seu material de inspiração,  ou, em outras palavras, quando o ritmo do jogo se torna um pouco mais acelerado, como na fuga do tiranossauro no mundo da Pré-História.



Quando não está fazendo isso, porém, Travel in Time 3D se resume ao mais básico do gênero, sequências de plataformas dispostas de maneira extremamente simplória, sempre propondo os mesmos desafios (plataformas que quebram, pilares que esmagam, blocos que impedem o avanço),  com um inimigo ocasional que oferece menos dificuldade que um pulo simples.  A fraqueza do design de níveis só é superada pela falta de uma estrutura coesa, introduzindo - ou,  melhor dizendo, lembrando o jogador que existem - movimentos apenas para esquecê-los após uma ou duas fases de uso intenso.

O jogo também faz uso pífio da sua premissa, que poderia ter originado situações genuinamente engraçadas e, de quebra, mecânicas interessantes, porém serve apenas para imprimir alguma variedade nos níveis e, mesmo assim, em um nível puramente estético,  apenas substituindo elementos de uma época por análogos de outra – por vezes nem isso. O 3D é igualmente fraco, já que, embora haja uma notável sensação de profundidade (especialmente quando um besouro resolve pousar na tela), isso não representa absolutamente nada no jogo em si, diferentemente, por exemplo, de Ocarina of Time 3D ou Xevious.



Travel in Time 3D é um jogo que parece feliz apenas por funcionar. Você não ficará preso em alguma parte porque os controles não funcionam ou porque não fica claro para onde seguir,  mas o que sobra, no fim, é uma experiência sem qualquer diferencial, fraca e que é bem mais longa do que deveria, mesmo que dure apenas cerca de seis horas. Melhor esperar por Rayman Origins.




4,5


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