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análise › wii 
Kirby's Return to Dream Land
escrita por Caio Teixeira Brandão

O anúncio de Kirby Wii foi algo completamente inesperado, o que se deve ao fato do Wii ter acabado de receber seu primeiro jogo da mascote rosa, aclamado pela crítica como uma das maiores inovações visuais da última geração. Com seu estilo todo inspirado em uma técnica de costura (denominada patchwork) Kirby Epic Yarn demonstrava a imensa criatividade da equipe da Hal Laboratory, porém sua jogabilidade diferenciada e a ausência da habilidade copiadora (marca registrada do personagem) causou a insatisfação dos fãs que aguardavam ansiosamente desde o Nintendo 64 por um jogo mais tradicional da franquia.

Kirby: Return to Dreamland (nome definitivo do título) é uma tentativa de atender ao pedido dos antigos fãs da franquia, porém com o claro intuito de alcançar o público menos experiente, estratégia já renomada adotada pela Nintendo nesta geração de consoles. Vale ressaltar que o título carece do mecanismo recentemente criado pela empresa com o objetivo específico de tornar esta estratégia comercial possível, o Super Guide. Diferente de jogos como Super Mario Galaxy 2 e Donkey Kong Country Returns que apresentam a possibilidade do jogador acionar o modo automático após a perda de um número elevado de “vidas” e mantém um nível de dificuldade relativamente alto, Kirby é um jogo extremamente fácil, principalmente quando se tem a ajuda de amigos no modo cooperativo.



A história se inicia com a aterrisagem forçada de uma espaçonave no planeta Pop Star e o pedido de ajuda (imediatamente aceito por Kirby e equipe) de seu tripulante para a recuperação das partes perdidas no acidente. O jogo se divide em áreas, e ao final de cada uma delas o jogador deve enfrentar um chefe para recuperar uma peça da nave danificada. As fases são curtas, porém apresentam vários itens escondidos (como as engrenagens que permitem destravar minigames e salas de habilidades).

Além do personagem título, existe a possibilidade de outros jogadores escolherem entre personagens como King Dedede, Meta Knight e Waddle Dee (antigos antagonistas da série) para participarem a qualquer momento da aventura e é nos personagens que se encontra a grande disparidade do título. Apesar de apresentarem habilidades restritas se comparados ao personagem principal, os demais personagens apresentam qualidades perceptíveis que tornam a jornada muito mais fácil para um grupo de jogadores. Ainda neste quesito, o jogo surpreende com o número de habilidades passíveis de serem copiadas por Kirby, mesmo sem apresentar grandes novidades, e as características específicas de cada uma que podem ser facilmente visualizadas pelo jogador no menu de pausa. Uma curiosidade é a possibilidade de compartilhar vida com os aliados após a ingestão de alimentos (assim como em Kirby Super Star Ultra do Nintendo DS) e que pode ser mal interpretada pelos jogadores menos compreensivos.



Como demonstrado nos trailers de divulgação do jogo, a grande novidade são as super habilidades, que podem ser copiadas de inimigos específicos (identificados por uma estrela) durante a aventura, e são capazes de causar um grande estrago nos cenários, desvendando portas secretas ou acionando mecanismos que permitem alcançar caminhos alternativos como aqueles nos quais o jogador deve ser rápido para evitar ser engolido pelo crescente buraco negro que se avoluma na tela.

Conclusão: O jogo possui um visual simples, porém bastante agradável com cenários coloridos e um grande destaque para a caracterização de Kirby no uso das habilidades copiadas dos inimigos. Os cenários e a trilha sonora são familiares, lembrando localidades conhecidas dos jogos anteriores da franquia, o que acaba por não torná-los algo distinto ou memorável. A diversão é o ponto forte do título, porém seu apelo é muito maior ao público iniciante, devido à baixa dificuldade e a facilidade de obtenção dos itens colecionáveis o que possibilita ao jogador alcançar 100% da aventura em um tempo relativamente curto. O título se torna uma boa pedida para os fãs do gênero de plataforma ou para aqueles que se encontram à deriva em meio a escassez de títulos no final da vida útil do Wii, na expectativa do derradeiro anúncio na próxima E3.




7,5


comentários
Duds
02/06/2013 s 23:33
7,5 aí vocês maltratam!
Baixa dificuldade sempre foi uma característica dos jogos do Kirby, principalmente sendo ele um personagem que voa e rouba os poderes dos inimigos, mas de boa esse jogo merecia no mínimo 9,0

Finalizar esse jogo foi tão prazeroso quanto finalizar Mario Galaxy 1 e 2!

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