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Liberation Maiden
escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

Antes de largar o jogador no controle de um Mecha, Liberation Maiden abre com uma cena de alta qualidade animada pela empresa japonesa BONES. Bonita como era de se esperar, mas surreal ao extremo - tanta coisa acontece nos primeiros segundos da animação que é difícil acompanhar os pedaços de uma história que tenta se formar... Você é a presidenta num Japão futurístico que luta contra um grupo chamado "The Dominion" utilizando um Mecha chamado Kamui. Algo fica claro - não é nada comum. Não é por menos, já que o jogo, um quarto da coletânea da Level-5 nomeada Guild 01, é assinado por Suda 51, a mente bizarra por trás de títulos como Killer 7, No More Heroes e Lollipop Chainsaw.



A partir daí, a ação corre quase solta até o - não tão distante - final do jogo. Decerto você será interrompido por Kira, um membro da sua equipe com quem se interage frequentemente, recebendo updates das missões e localização inimiga. Mas nada que ressalte um elemento de história - apenas diálogos contextuais (o único tipo do jogo) - a presidenta e o auxiliar são os 2 únicos personagens, e completamente dublados.

Passando por 5 estágios de regiões japonesas reimaginadas, deve-se navegar o Mecha no que parece uma mescla de Zone of the Enders com algum Rail Shooter. Sua "munição" (em 2 tipos de armamento diferente) e escudos compartilham a mesma guarnição de energia, então previne-se que ao descarregar as armas completamente sua guarda ficará aberta até a regeneração. Apesar da possível variação no combate devido a estes fatores, a maioria das missões, incluindo as secundárias, consistem praticamente em destruir tudo, independente do método. Uma única seção de quase-stealth existe e pode facilmente se transformar de volta à ação desenfreada caso o jogador falhe.



O combate então, apesar de divertido, só vai brilhar nas batalhas contra chefes. Estes são de longe os melhores momentos do jogo, onde cada desvio precisa ser específico e o strafing é realmente necessário, procurando o ponto fraco e a maneira segura de acertá-lo - ao contrário de muito da fase que os precedem.

Para contrabalancear a curta duração do título, foram colocados 3 modos de jogo e achievements in-game que dependem de completar missões e sub-missões por vezes dependentes destes. Libera-se assim artes conceituais, vídeos e files, explicando sobre a história dos personagens e suas motivações, além de um pouco do mundo, que não são abrangidos no modo história. A cereja do bolo é a trilha sonora, que apesar de ter seus vocais apenas em japonês, é repleta de músicas com batidas viciantes (umas escritas pelo próprio Suda) ou ritmos relaxantes, até mesmo no menu principal.



Liberation Maiden cumpre seu papel como parte de um todo e nunca se expande mais que isso - você terá terminado o título antes mesmo de encontrar algo que exclame que Goichi Suda teve um dedo no projeto, ainda que marcas como a bizarra premissa de enredo o condene. Isso significa nada de cabeças decepadas, cachoeiras de sangue ou o humor incomum deste. Aquela cena de abertura, então, é um espelho do jogo - diverte e tem potencial, mas poderia ser melhor aproveitado.


-- Resumo --

+ Trilha Sonora
+ Batalhas contra chefes
+ Animações da BONES

- Duração
- Pouca variedade nas missões




7,5


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