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análise › 3ds 
Mighty Switch Force! 2
escrita por Gustavo Vitor Barbosa Bomfim

Mais que a troca de botões, Mighty Switch Force! 2, sequência de um dos melhores títulos do eShop do 3DS, troca bem mais. Patricia Wagon, a heroína do primeiro jogo, largou o trabalho na polícia e agora atua como bombeira, carregando consigo uma mangueira e apagando as chamas de uma cidade novamente atormentada. Parece pouco, mas é tudo o que o jogo precisa pra sair da sombra de um shooter oldschool e mostrar o quão bons seus quebra-cabeças são.

O conceito de Mighty Switch Force! 2 é o mesmo de seu predecessor. Avançar por estágios (incidentes) e encontrar 5 Hooligans, agora com o resgate opcional (e desafiador) de um bebê. Em uma mecânica que mistura elementos de plataforma com puzzle, um botão troca os tiles do fundo para a frente da tela, otimizados com o efeito 3D. O retorno dos tiles especiais do primeiro jogo com a adição de novos tornam a sequência bem mais desafiadora e inteligente.



Entre os novos, encontram-se tiles-fogão, em que chamas acenderão periodicamente e devem ser constantemente apagadas para se navegar. Tiles com tubulação redirecionam os jatos d'água de Wagon, geralmente para quadriculados de lama, destruídas no processo. Em se tratando de destrutíveis, as pedras rachadas do primeiro jogo dão lugar a tiles de madeira que podem ser queimados por inimigos. Por último, os tiles coloridos de Mighty Switch Force! retornam, e não bastassem agora serem integrados aos do encanamento, há uma nova cor.

Apesar de desafiador, Mighty Switch Force! 2 nunca é frustrante. Principalmente pela excelente curva de aprendizado que agora faz tudo em um único level, da introdução à masterização de elementos antigos e novos. Assim, em 5 fases de jogo, você já esteja pronto a encarar desafios nos níveis dos últimos estágios do original. Além disso, o charme do jogo não deixa qualquer morte parecer uma tortura - A trilha sonora é excelente e ainda existem faixas extras com vocais. O estilo artístico é lindo e em conjunto com as falas da protagonista e animações desta e das recorrentes (agora com uma retratada no visual) Hooligans seguem bem o estilo criativo da WayForward.



Se há um porém, é que Mighty Switch Force! 2 não parece mais novo. As novas mecânicas melhoram a jogabilidade, mas boa parte do tempo o sentimento de repetição em relação ao primeiro jogo cairá. Tanto parece que até o maior problema do original, o display permanente de um tempo "par" para os mais focados, permanece. Isso deixa um sentimento de urgência inexistente que é agravado pelo fato de que um item que é praticamente essencial a estes speed runs só vem após o término do jogo.

O que a sequência poderia fazer pra se distanciar mais, apenas ensaia. Existem poucos inimigos novos, e considerando que agora eles fatoram bem mais nos puzzles que em combate, acaba sendo potencial descartado. Os estilos de arte empregados nos últimos níveis diferem do padrão que permeia o jogo, mas apenas são pincelados antes de voltar ao tradicional. De qualquer forma, Mighty Switch Force! 2 faz tudo o que o primeiro faz, melhor. Apenas não é ousado.



Tire a pistola à la MegaMan e adicione uma mangueira no estilo FLUDD. A aparentemente sutil mudança de emprego de Wagon é na verdade a maior melhoria que Mighty Switch Force! 2 faz. Ela permite que o cerne do jogo - a jogabilidade de switches - brilhe mais, com inimigos sendo mais centrados em quebra-cabeças que os antes ´simples obstáculos. A sequência funciona como o original, mas são as pequenas melhorias, como a ótima curva de aprendizado para cada tile se encaixando dentro de fases individuais, que fazem o jogo não apenas parecer mais desafiador, mas melhor. Se ao menos os estilos artísticos usados nos últimos estágios tivessem mais tempo no holofote...


-- Resumo --

+ Desafiador, com curva de aprendizado satisfatória
+ Efeito 3D
+ Gráficos
+ Trilha sonora
+ Bebê

- Apenas ensaia novos estilos de arte
- Contador de tempo permanece desde o início do jogo




8,5


comentários
Ninja Gaiden
19/06/2013 s 14:53
Ter um contador na tela não é um problema real, o jogador não é obrigado a terminar de cara logo antes do tempo pois não vai morrer como Mario ou Sonic. Ainda mais que as fases são mais difíceis que as do primeiro jogo, quem jogou o primeiro jogo sabe que vai ter uma arma melhor após terminar as fases e aí poderá tentar bater os recordes. E foi exatamente o que fiz, terminei as 16 fases do jogo e depois comecei a bater os recordes.
nicolasacmf
14/06/2013 s 14:37
Bebê...

Não acho que manter práticamente o mesmo estilo seja uma coisa ruim... o visual do jogo faz parte do seu charme...
Thiagorpereira
14/06/2013 s 11:23
como está a duração do jogo? Curto que nem o primeiro ou um pouco mais longo? Boa a análise, legal saber que capricharam mais uma vez na trilha sonora (a do 1 é viciante)
Shiggy
14/06/2013 s 00:20
Fiquei em dúvida entre esse e Picross e hoje...

Mentira, nem fiquei. Picross e na cabeça.

Mas boa análise, Gustavo. Me motivou a comprá-lo no futuro.
Gvitor
13/06/2013 s 23:21
Pois é... =/ E agora parece bem mais difícil, e em vários casos impossível passar sem uma arma que você só consegue depois de terminar o jogo. Não bastasse a primeira vez que você joga ser impraticável, qualquer subsequente se for feita antes de conseguir essa arma é praticamente perda de tempo.
WTF Ivysaur
13/06/2013 s 23:16
> Lança Mighty Switch Force!
> Todo mundo reclama de um problema fácil de ser resolvido: contador de tempo na primeira vez que joga.
> Sai Mighty Switch Force! 2
> O contador continua

wat
Gvitor
13/06/2013 s 23:04
Segundo parágrafo.
Rafael Bueno
13/06/2013 s 22:58
o que e o bebe

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