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análise › 3ds 
The Legend of Zelda: Tri Force Heroes
escrita por Thales Nunes Moreira

Com quase trinta anos de história, o lançamento de um novo The Legend of Zelda ainda é um evento. Mesmo quando se trata de um jogo de menor escala ou spin-off, o nome da série ainda carrega uma ambição, um desejo de ir além das fronteiras previamente estabelecidas. Nesse sentido, Tri Force Heroes não faz jus ao seu legado, porém isso não significa que seja mal executado.

A história gira em torno da princesa Styla de Hytopia, um reino obcecado por moda. Uma bruxa amaldiçou a princesa, prendo-a em uma roupa nada bonita. Para reverter essa situação, o rei abriu um chamado para heróis -- e é aí que até três jogadores entram, localmente (download play suportado) ou pela internet (cada um com sua cópia).

Após a cena inicial e algumas conversas com NPCs, os jogadores são liberados para explorar a vila ao redor do castelo e ir em missões em busca da bruxa. Visivelmente, a história foi projetada apenas com o necessário para que a ação tenha um contexto. Uma decisão acertada, claro, uma vez que estamos falando de um jogo cooperativo. Assim, a construção do universo fica relegada a NPCs, que exibem um senso de humor muito particular, sempre com alguma nota a respeito de roupas, cabelo e afins, não importando a seriedade da situação. Dessa forma, o bom humor e o absurdo daquele universo é sempre preservado, mesmo que seja só distração.

O mundo de Tri Force Heroes não é um contínuo, é segmentado em áreas, que por sua vez são segmentadas em missões que duram, em média, 15 minutos cada, são lineares e o nível de dificuldade, apesar de ter seus picos, não é um problema. Mais uma vez, a natureza cooperativa do jogo, bem como o fato de ser um jogo para um portátil, valida essa abordagem do time de desenvolvimento. 

Todas as missões também seguem uma estrutura muito similar. Ao início de cada uma, cada jogador escolhe um item entre os disponibilizados. Em grande parte dos casos, dois jogadores ficarão com itens idênticos e o terceiro terá algum outro item. Os quebra-cabeças, assim, envolvem muito mais colocar cada jogador no lugar certo no momento certo do que de fato descobrir o que fazer.  Torna-se absolutamente impossível progredir sem a cooperação de todos e esse processo quase sempre envolve erros que levam a risadas e raiva, às vezes ao mesmo tempo. 

A principal diferença está na mecânica do totem: um jogador pode carregar até os outros dois acima da sua cabeça, para que esses de cima consigam alcançar lugares ou inimigos em um nível mais elevado.  É uma ideia interessante, que consegue criar bons enigmas e reforçar a coopera entre os jogadores.  Só é uma pena que o jogo aposte tantas fichas nos totens, dando a impressão de que houve uma escassez de ideias.

Há, claro, as roupas. Ao final de cada missão, os jogadores recebem materiais que podem ser usados para criar roupas com diferentes atributos, os quais podem auxiliar na jornada. Entretanto, os benefícios de quase todas as roupas não justificam a repetição de missões. Claro, é útil, por exemplo, não escorregar no gelo em um cenário completamente congelado, mas a perda de controle é completamente administrável. Além disso, as missões não são planejadas para serem jogadas várias e várias vezes em sequência. Então, a customização acaba não tendo um efeito tão grande na jogabilidade em si. Ainda assim, as diferentes roupas ao menos ao menos conseguem adicionar alguma variedade estética e mais risos (é impossível não abrir um sorriso ao ver Link vestido de líder de torcida).

Existe um modo solo, no qual apenas um jogador controla os três Links, porém apenas um de cada vez e os outros dois não o seguem automaticamente. É tão prático quanto se poderia imaginar, com o mínimo de adaptações para que se torne jogável -- é possível, por exemplo, atacar com o Link do topo do totem enquanto controla o movimento do Link na base do totem. Com multiplayer online e download play, o modo solo deve ser visto apenas como a última solução.

VEREDITO

Tri Force Heroes faz pouco de errado, sendo, em sua maior parte, um jogo agradável. A decepção é que não vai além disso, mesmo que claramente tenha sido feito com talento e carinho. Um jogo que difícil de desgostar, mas igualmente difícil de amar.




6,5


comentários
iCode
19/01/2016 s 00:03
Precinto mais DLCs pra esse jogo... aquele cantinho direito de cima não me engana não...
Pbmn
16/01/2016 s 23:47
Esse jogo é sensacional! O modo online dificilmente perde a graça, pois como é random você nunca sabe se vão vir carinhas normais, trolls, experts ou noobs.

Uma vez fui num challenge do boss da mansão, última fase que faltava, aquela de não cair nos buracos. Tudo ocorreu normalmente, os jogadores não zoaram. Porém, logo quando o chefe morreu, o link azul resolveu jogar os players nos abismos... Esse tipo de coisa é epicamente engraçado e desastroso, e é exatamente isso que o jogo consegue criar. Mesmo indo numa fase diversas vezes, o fator random dos jogadores pode, de vez em quando, chamar a atenção tanto positivamente como negativamente.

Só acho complicado de se viciar de vez nesse jogo, pois uma vez que você consegue todos os costumes, o grande atrativo do game passa a ser ajudar os amigos que ainda não completaram a história (ou jogar uma ou duas fases online pra passar o tempo).
Zero Hunter
16/01/2016 s 22:17
Nunca vi esse shadowfly falar algo de útil. Só reclama.
Carpinete
16/01/2016 s 22:10
@Green Moon
Daria 8,5 fácil, povo tem uns preconceitos muito besta.
ernanifdx
16/01/2016 s 18:57
Eu estou querendo comprar e provavelmente jogarei online randômico.
Green Moon
16/01/2016 s 17:14
pois eu já acho que é pra amar e não tenho com quem jogar,jogo com random e me divirto imensamente com ele,boa quantidade de conteúdo,ótima dificuldade,única coisa que reclamo é a execução do single player,mas ele nunca foi o foco desde que o jogo foi anunciado.
daria uma nota 8 pra ele fácil! simples,divertido e desafiante.
Chico_BR
16/01/2016 s 15:57
É o único Zelda de 3DS que não comprei e não pretendo ter. É como disse: não é ruim, mas não é pra amar.
Vitor-Cratinguy
16/01/2016 s 15:36
E aew povo quem quiser podemos marcar de jogar

5000-6039-6496
Ravio
16/01/2016 s 14:32
Pra jogar com os amigos. Se não tiver com quem jogar, melhor ficar só no A Link Between Worlds mesmo.
Kayrie
16/01/2016 s 14:20
@shadowfly É? Por que? Por que é um Zelda Multiplayer? Nossa, é a primeira vez que fazem isso, nossa.
Aristarkh
16/01/2016 s 13:28
Está longe de ser dos melhores, mas é bem divertido, se tiver amigos com 3DS pra jogar local.
iCode
16/01/2016 s 13:19
O jogo é ótimo para jogar com os amigos. Só o online é um pouco mal executado por ser tudo random, eu acho que seria bom com um estilo igual a MH4U por sala.
Tipo quando vc quer fazer uma missão especifica é melhor fazer off, que se não vier a missão que os caras querem eles simplesmente saim. E claro a falta de comunicação...
Domucacto-Kuno
16/01/2016 s 09:49
@shadowfly

trouxa é você por se levar por notas e não ter amigos pra jogar.
shadowfly
16/01/2016 s 09:24
Jogo para tirar dinheiro de trouxa..a Nintendo, não sendo suficiente cagar em suas franquias menos conhecidas, agora deu para fazer merda com as principais.

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