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Jotun: Valhalla Edition
Escrita por Caio Teixeira Brandão

O ano de 2016 não tem sido de grandes lançamentos para o Wii U. A iminência do anúncio do NX, cercado de rumores, e a existência de poucos títulos previstos, dos quais apenas Legend of Zelda: Breath of the Wild tem recebido destaque, faz com que muitos jogadores sintam que, novamente, a Nintendo desistiu de forma prematura de um console de mesa. Nesse contexto incerto, os títulos indie tem surgido como uma oportunidade de manter o console vivo, e Jotun é um bom exemplo disso. Lançado em 29 de setembro de 2015 para PC e outros consoles, o jogo chega para o Wii U em sua edição definitiva, denominada Valhalla Edition. Desenvolvido pelo estúdio Thunder Lotus, o jogo tem uma premissa fortemente inspirada na mitologia nórdica.

Logo na introdução do jogo entendemos a motivação de Thora, protagonista nomeada em homenagem a Thor, deus do trovão, que após morrer em um naufrágio, recebe uma segunda chance de provar seu valor aos deuses e assim ser digna de entrar no Valhalla, paraíso destinado apenas aos guerreiros que pereceram em batalha. Para alcançar esse objetivo, Thora precisa derrotar os Jotun (gigantes mitológicos) e dessa forma impressionar os deuses. Os gráficos do jogo são todos desenhados à mão, o que ajuda a dar vida aos cenários e personagens da mitologia nórdica, como Yggdrasil, a árvore da vida, ou Ginungagap, o vazio (equivalente ao purgatório), que serve de hub world para a aventura da protagonista.

Thora deve explorar as cinco áreas, em uma ordem pré-determinada, para encontrar as runas e assim liberar a batalha contra o respectivo gigante. Nos cenários de exploração, é possível encontrar estátuas, que fornecem poderes inspirados nos deuses, e maçãs douradas (denominadas Ithunn) que aumentam a barra de vida da protagonista. Na maioria desses cenários, não há inimigos para enfrentar e o único desafio advém de perigos naturais, como rochas, lagos congelados ou relâmpagos, que podem ser identificados pelo mapa, apresentado na tela do gamepad. Algo interessante de se notar, é que não existe indicação da posição de Thora no mapa, sendo necessário prestar atenção no relevo para se localizar, o que pode dificultar um pouco a exploração dos cenários.

A movimentação de Thora é simples, sendo possível executar dois tipos de ataque com seu machado, um rápido e um mais lento, porém mais poderoso, e um rolamento para se esquivar dos ataques inimigos e dos perigos do cenário. Os poderes adquiridos ao longo da aventura aumentam o repertório de habilidades da protagonista, permitindo a Thora utilizar magias de cura, aumentar sua velocidade ou enganar os inimigos.

Após explorar uma área e coletar as runas, o jogador tem direito a enfrentar o respectivo gigante elemental e é nesse momento que Jotun mostra seu potencial. As batalhas contra os gigantes são realizadas em áreas específicas, e cada um possui um padrão de ataque diferente, relacionado a sua runa e elemento. Esses inimigos possuem aparência colossal, e é necessário prestar atenção para desviar e encontrar brechas para atacar. Após perderem uma determinada quantidade de vida, os ataques dos gigantes se tornam mais fortes e mais difíceis de desviar. Nesses confrontos, a morte é algo frequente e por vezes o jogador poderá falhar em impressionar os deuses. Entretanto, cada vitória é recompensada com uma parte da narrativa da história da vida de Thora, em uma dublagem excepcional no idioma islandês.

Veredito

O jogo está disponível em português, menus e legendas, o que pode incentivar a aquisição pela comunidade brasileira. A trilha sonora também merece destaque, pois ajuda a estabelecer o tom de cada área e das batalhas contra os gigantes. A aventura de Thora é relativamente curta, entre 4 e 5 horas, mas após o término do modo principal o jogador tem acesso ao modo Valhalla (um modo de boss rush), no qual é possível enfrentar novamente os gigantes, em uma versão mais poderosa, mantendo todos os poderes e upgrades. Jotun é uma verdadeira aventura pela mitologia nórdica, que apesar de curta, permite ao jogador conhecer um pouco do que significava ser um viking.

Jogo analisado com código fornecido pela Thunder Lotus


8,5
COMENTáRIOS • site
Emissario
19/09/2016 s 08:54
Achei fraquinho o jogo. Pelos videos esperava algo realmente épico, mas infelizmente não foi o que aconteceu.
O jogo de fato não é ruim, é até legal mas acabei gerando um expectativa que não se concretizou.
NewD2Boy
16/09/2016 s 16:25
Infelizmente, o Wii U vem sofrendo coisa que não deveria, agora esse jogoe é demais, eu já vi vários vídeos dele e gostei bastante e pretendo comprar esse jogo para o meu Wii U e eu não deixarei de lado o meu console, eu ficarei com ele e comprarei no ano que vem para fazer companhia a ele, comprarei um Xbox One S, já o NX independente do que ele for eu não vou comprá-lo, porque ultimamente a Nintendo vem fazendo muita palhaçada e isso eu não gosto nada.

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