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análise • wiiu 
The Legend of Zelda: Breath of the Wild
Escrita por Aurélio Galdino

The Legend of Zelda sempre foi sinônimo de diversão por pelo menos 30 horas. Sempre foi, o verbo ser deve ser empregado no passado. Em Breath of the Wild espere gastar pelo umas 100 ou 110 horas para completar absolutamente tudo no mapa gigante e absolutamente belo do game. Que mapa não é mesmo? Montanhas para escalar, shrines para descobrir, inimigos para enfrentar (ou por vezes fugir), insetos para coletar, animais para caçar. Tudo é muito vivo e todos os elementos são úteis, desde os sapos encontrados em lagos, a beira dos rios, até uma borboletinha possuem alguma utilidade.

Dungeons ainda existem e são curtas, mas muito, muito inspiradas, cada uma possui uma mecânica interna própria (que não vou revelar aqui para não ter spoilers) que tornam tudo muito divertido, com soluções que exigem um bom raciocínio lógico. É desenvolver a criatividade já que, na maioria dos casos, os puzzles (sejam em shrines ou nas dungeons ou no próprio mapa principal) possuem inúmeras formas diferentes de solução. O fato de Link possuir, todas as ferramentas de exploração, desde o início, também acabam com aquela lógica manjada: receber itens para passar determinado mestre ou fase.

Essa lógica até persiste, mas é pontual e servem mais como facilitadores da aventura na maioria dos casos. Você pode muito bem se aventurar num ambiente sem as roupas apropriadas para frio, calor, fogo e etc. Em compensação terá que gastar um tempo para coletar insetos ou alimentos que te dão, de forma temporária, proteção contra esses fatores. Assim como você poderá ir enfrentar Calamity Ganon (a essa altura do campeonato isso não é spoiler) logo no início, sem se aprofundar na história do game (e perder um de seus pontos altos). O game não te coloca amarras nenhuma.

Falando da história do game, que história, simples (como é característica dos episódios da série), e muito bem contada, sempre de forma bem-humorada, seguindo a estrutura da jornada do herói, com personagens marcantes que te emocionarão em algum momento. Temos na série a estreia das vozes e me parece que tudo rolou de forma muito natural (ao menos a versão em língua inglesa), o que nos faz perguntar: por quê demorou tanto? Os personagens ficaram mais encorpados, e esses trechos mais dinâmicos e vívidos.

O game sempre te convidará a exploração e o sistema de shrines, pequenos templos (ou túmulos, você decide) são além de uma ótima maneira de oferecer desafios, uma espécie de checkpoint no mapa, descobrir esses locais é um alívio após passar por um ambiente de difícil exploração, é garantia de que você poderá retornar a qualquer momento naquele ponto, uma vez que ao acessar o mapa do jogo você poderá se teletransportar para esses locais. Alívio maior é encontrar uma torre e acessar os dados completos do mapa. Escalar as torres é um processo que eu chamaria de espiritual e altamente recompensador.

Os combates em Breath of the Wild são sempre intensos, o game sempre te dá inúmeras possibilidades de ação, e quase sempre privilegiará a estratégia. Não é simplesmente chegar e apertar botões, mas sim qual a melhor forma de derrotar esses inimigos com os recursos disponibilizados? Ou, de qual maneira utilizarei o menor número de recursos possíveis?. É preciso ter em mente que suas espadas, escudos e até arcos quebram com o uso e com uma frequência que inicialmente assusta. É claro que por vezes você terá de encarar o combate direto e terá de dominar as mecânicas de dodge (esquiva) que podem lhe render um Flurry Rush, uma sequência de golpes rápidos numa curta animação em “slow motion”, parry (um counter com o escudo), então é bom se preparar bem. E sim, você morrerá muitas vezes e isso faz parte do processo de Breath of the Wild.

A trilha sonora do game também impressiona, as músicas são minimalistas, pontuais e precisas. Posso adiantar que nas dungeons (aquelas com mecânicas internas próprias) há o grande ponto alto sonoro da aventura. As batalhas contra chefes (e que chefes) também terão belas e épicas trilhas sonoras. Além de que os efeitos sonoros, passos na água, trovões, barulho do corte na madeira, tudo é muito bem reproduzido.

Cabe aqui dizer que a versão de Wii U sofre com uma taxa de quadros mais instável que a versão de Switch seja em combate com muitos inimigos ou em vilas, mas que, absolutamente, não vai atrapalhar sua jogatina em momento algum! E não tiram, de forma alguma, o brilho incontestável do conjunto de Breath of the Wild. O game ainda que em resolução menor seja na TV ou no gamepad que a versão do Switch, ainda assim, é belo e figura facilmente como um dos jogos mais bonitos do console, mesmo que os serrilhados incomodem um pouco quem joga na TV. Assumo que me preocupou também a variedade de oponentes encontrados no game, onde de forma geral os inimigos irão variar por sua cor, HP, e armas que portam.

Veredito

Um de nossos leitores costuma chamar esse episódio de Breath of the Fresh Air (ou algo semelhante) e não posso concordar mais com tal apelido. Breath of the Wild respira de um ar fresco do qual a série estava precisando, é esse ar renovado que faz desse game algo tão fenomenal. É aquele sentido de liberdade, de libertação, de alforria que queremos para as nossas vidas, é olhar para o relógio e não se torturar com uma receita de bolo pronta para o seu dia. É essa sensação que Breath of the Wild traz pra gente em cada jogatina. Se você é gamer (seja lá qual empresa você prefira) não perca a oportunidade de jogar esse The Legend of Zelda, games assim não aparecem todo dia.


10,0
COMENTáRIOS • site
centurions
16/03/2017 s 11:51
Obra de Arte esse Zelda.
Jaime88
15/03/2017 s 18:53
Excelente review!
Parabéns ao staff!
Quanto ao game em si... Estou igual ao @Predador, com pouco tempo para jogar (Wii U)... o que realmente é ótimo. O game é tão interessante que até meus sogros se interessaram pelo game... hehe

Fantástico, polido, duro e recompensador.
Finalmente um game no mesmo patamar de Ocarina of Time
Iced Earth
15/03/2017 s 14:54
Nunca joguei qualquer coisa que incentiva e premia tanto a exploração como Breath of the Wild.

Após quase 30 horas de jogatina, realmente começo a ter a convicção de que o jogo está no mesmo patamar de Ocarina of Time, que, no meu conceito, sempre foi o melhor jogo de todos os tempos.
BrunoCesar
15/03/2017 s 09:10
Dá para se ter uma noção do gosto e sensação que o jogo passa após ler sua análise. Sucinta, direta e ótima ressaltando pontos de emoções oscilantes.
Utilizando ótima linguagem para diversas gerações.
Explore muito mais isso em suas próximas análises Aurélio. Quero saber o que você realmente sentiu ao experimentar os jogos. Assim teremos mais vontade e curiosidade de jogá-los também.
=)

Ainda estou esperando meu console e o jogo. Devo receber por volta do final deste mês de março.
Akise Aru
15/03/2017 s 06:09
<b>(ao menos a versão em língua inglesa),</b>

Nem fudendo, dublagem americana é e sempre será um lixo.
Lelo Galdino
14/03/2017 s 22:07
Gente não se prendam com o tempo. Essas 110 horas foi o tempo que eu levei. Esse game tem muito disso. A experiência entre jogadores é brutalmente diferente.
Fierce
14/03/2017 s 21:00
Ótima análise, parabéns!!!

Estou com quase 160 horas de jogo e de completo apenas os corações e as memórias, falta ainda umas 8 Shrines uns 600 Koroks e um monte de fotos ainda pra tirar
Bruno
14/03/2017 s 20:34
Patolouco

O loko 65 horas pra zerar o SS o_O ? Eu não cheguei nem nas 30 horas pra deixar ele 100%.
GerusBlade
14/03/2017 s 19:28
"Em Breath of the Wild espere gastar pelo umas 100 ou 110 horas para completar absolutamente tudo no mapa gigante"

Só isso pra completar TUDO? Eu to com umas 90h, já fiz umas 87 Shrines e peguei umas 130 Korok Seeds, terminei a história do jogo e o final é bem meh na minha opinião, mas o jogo inteiro é muito foda. Estava jogando a versão vazada do Wii U mesmo, mas eu comprei o jogo original pra me dar de presente de aniversário e chegou ontem da Zig Store. Esse com toda certeza é o melhor Zelda que joguei, nunca criei tanta expectativa assim pra um jogo, e olha que detesto ficar criando expectativa em jogos pois já aconteceu isso comigo e quebrei a cara bonito (to falando de você Paper Mario Sticker Star).

O jogo é realmente muito lindo, e é incrível como a Nintendo consegue tirar leite de pedra cara, como pode uma empresa conseguir aproveitar o hardware "fraco" do Wii U e fazer uma coisa tão grandiosa como essa? O jogo merece o GOTY, foram anos de desenvolvimento e trabalho duro, mas no final das contas superou minhas expectativas e valeu a pena esperar tudo isso.

Ótima análise!
JBB
14/03/2017 s 19:19
Jogo do ano
Patolouco
14/03/2017 s 17:32
@Bruno,

É pouco, explore mais, com certeza tem muita coisa que vc ainda não viu.

65 horas foi o tempo que levei para zerar o Zelda SS do Wii pela primeira vez.
Patolouco
14/03/2017 s 17:30
100, 100, 100, 100... 100!
Iced Earth
14/03/2017 s 16:51
Ótima análise.

No Metacritic, esse review entra somente na versão de Wii U ou Switch também?
willgarcia
14/03/2017 s 16:47
GOTH e GOTY hauhaua esse jogo vai ser difícil de ser superado!
Predador
14/03/2017 s 16:41
O meu chegou ontem. Ainda estou bem no início, e gostando bastante. Como tenho poucas horas livres pra jogar, esse novo Zelda promete me acompanhar por um bom tempo, o que é ótimo.
denis_timao
14/03/2017 s 16:39
"GOTH"

Excelente sugestão pra um titulo.
Emissario
14/03/2017 s 16:37
GOTH.
Game of The History!
Lelo Galdino
14/03/2017 s 16:28
@RentuasNavi não. O game não foi planejado com o HD Rumble em mente.
RentuasNavi
14/03/2017 s 16:24
Já perguntei em outro lugar, mas e o HD Rumble que estava presente no Zelda demo, tá nesse final? Por que ngm comenta nas análises...
Bruno
14/03/2017 s 16:21
@Dr.K deveria ir né.

65 Horas de jogo, 110 sementes de korok, 78 shirnes, as 4 Dungeons finalizadas ( falta o ultimo boss mas esse eu só vou depois que deixar o jogo limpo) e empunhando a Master Sword. E ainda sinto que o jogo tem muito a me oferecer.
denis_timao
14/03/2017 s 16:12
O jogo parece monstro mesmo, infelizmente eu não posso jogá - lo agora, visto que comecei a jogar a série pela primeira vez ao final do ano passado com Wind Waker, atualmente estou na metade do não menos excelente Skyward Sword, depois Ocarina do Tempo, Twilight e finalmente Breath of The Wild.
Dr.K
14/03/2017 s 16:09
Boa review, galera!

Vai pro Metacritic?
Gous
14/03/2017 s 16:00
Cocei de vontade ler, mas infelizmente estou ainda no aguardo da minha cópia que custa a chegar para o Wii U, ao contrário da galera que ta deitando no pirata esse jogo merece o investimento em toda sua plenitude!
Nior
14/03/2017 s 15:44
Oh o Killua sendo mencionado :P

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