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análise • wiiu 
Darksiders: Warmastered Edition
Escrita por Aurélio Galdino

Remasters são sempre complicados, a começar pelo marketing. É preciso convencer o público de que um game antigo vale seu dinheiro, disputando com games mais modernos e com o espírito que emana do momento histórico. Nada mais natural, não é verdade? A coesão dos conceitos empregados em games se altera com o tempo. É claro que existem remasters que evocam sentimentos nostálgicos e empolgaram, se não tanto quanto em seus lançamentos originais, ao menos de forma consistente como foi o caso do The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D (3DS) que figura, inclusive, como peça obrigatória no portfólio extenso do portátil da Nintendo.

 

Dito isso, a pergunta é evidente, Darksiders: Warmasterd Edition consegue proporcionar novo fôlego à obra da Vigil Games? Ela tem potencial de atrair novos e velhos jogadores a visitar ou revisitar essa experiência?
 
De antemão é preciso dizer que o game aparece em um momento não muito promissor, seja porque é pertencente ao gênero hack’n slash, que hoje sofre de representatividade, naquele espírito de momento que citei no primeiro parágrafo, o game é rebuscado numa geração onde os grandes destaques são sand boxes, onde o conceito chave é proporcionar ao jogador liberdade total. Games como Breath of the Wild, GTA V e The Witcher 3 são exemplos sólidos. E seja porque o game chega ao Wii U em seus momentos finais. Como diz o ditado, a maré não está para peixe.
 
Iniciando pelos aspectos técnicos, o game é correto, a direção artística, que lembra o de histórias em quadrinhos, obra de Joe Madureira, conhecido, por exemplo, por X-Men nos anos 90, é ainda bastante efetiva em proporcionar uma boa impressão do conjunto visual, ainda que prejudicada por trazer aquele ar de game antigo ao se defrontar com texturas antiquadas. Sim, o game tem uma boa direção artística, mas uma execução técnica datada nesse quesito, mesmo nas versões mais parrudas do Xbox One e PS4.
 
 
A história segue o clichê narrativo da jornada do herói (sim, clichês funcionam) e segue o clichê dentro do clichê para o gênero, comece superpoderoso até que uma sequência da narrativa te leva ao fundo do poço. Reconquiste durante a aventura todo o seu poder e glória, aqui no caso, lutar para provar sua inocência. Como em Bayonetta, tanto anjos, quanto demônios vão ser seu alvo. Guerra (sim um dos cavaleiros do Apocalipse, para os desavisados) é um personagem brutamontes, pouco falante, mas pontual. Fale pouco, espanque mais.  
 
 
Para quem jogou qualquer God of War (a gente já pode chamar “das antigas”?) vai estar familiarizado com os combates encontrados aqui. O game consegue balancear bem os combos e, portanto, não é o ato de esmagar botões que garantirão sua vitória, tudo é muito bem encaixado. Ainda no campo da jogabilidade, sim, o game apresenta sequências abertas à exploração, com direito a itens para coletar e puzzles para desvendar. Nesse ponto, ele se diferencia bem de seus concorrentes, em Darksiders a exploração se apresenta de forma um pouco menos linear, mas ainda assim, para os nossos tempos, as limitações são sufocantes. Ainda assim, explorar e resolver puzzles enquanto fatia uns anjos são desafios na medida e conseguem cadenciar bem o ritmo da aventura.
 
Veredito
 
Recomendo que caso você tenha outro vídeo game dessa geração opte pela versão destes por apresentarem aspectos técnicos mais robustos que a versão de Wii U. Caso você já tenha jogado o game na geração passada, esse remaster é passável, seja no console que for. Se você só tiver o Wii U e está sem opções de jogos para comprar (pensando que a plataforma tem Bayonetta 2), vale o investimento.

O game consegue divertir por horas, tem um arco narrativo interessante e uma jogabilidade fluída, aliado de uma aventura bastante desafiadora seja nos combates, exploração ou puzzles, ainda que sofra com o desgaste temporal.
 
 

 


7,0
COMENTáRIOS • site
shadowfly
29/05/2017 s 11:44
Eu recebi esse game de graça na steam e comprei ele na versão para X1. sinceramente, o remaster não foi tão significativo quanto eu pensava. é um excelente jogo, mas não necessitava de um remaster.
McWolf
28/05/2017 s 11:32
@And... esse site já era. Questão de tempo pra ser fechado.
SweetBreeze
28/05/2017 s 11:01
Vou comprá-lo. Dizem que o primeiro parece Zelda. Um Zelda-clone seria bom já que eu terminei o Zelda BotW.
NewD2Boy
27/05/2017 s 20:06
Esse jogo será compra garantida para o meu Wii U, eu tenho o Darksiders 2 e ele é muito louco e com certeza eu farei questão de comprar esse jogo para o meu Wii U e ano que vem eu vou comprar o Darksiders 3 para o meu Xbox One e a franquia Darksiders vale muito a pena e merece ter atenção, ainda mais por não ser um jogo modinha, ai vale ainda mais a pena.
Moon Sarito
27/05/2017 s 15:49
Aeeeeeew não esqueceram do Wii U e lembraram do ultimo lançamento dele
R_Chaos
27/05/2017 s 12:22
O pessoal do site análisa só os jogos que eles compram ou ganham o código, então é compreensível. Boa análise, mas como dito, o jogo devia ter vindo bem antes.
And...
27/05/2017 s 11:57
Tantos outros games exclusivos%B do Wii U que saíram no último ano e não tiveram review nesse site (Star Fox Zero, Tokyo Mirage Sessions ÿE, Paper Mario: Color Splash), daí resolvem fazer justo de um simples remaster de um game que todo mundo já conhece.

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