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análise • switch 
ARMS
Escrita por Gladson Antunes

Não resta dúvida que a Nintendo não teme a inovação e tem uma vocação e capacidade incrível para entregar grande diversão com seus games. Mesmo sabendo disso, devo confessar que estava um pouco resistente ao conceito e proposta trazidos por ARMS. Lembro-me que logo depois do trailer em que o jogo foi revelado, isto lá em janeiro desse ano, comentei com alguns amigos que temia que o jogo fosse apenas mais uma tentativa pouco profunda de demonstrar as capacidades dos controles por movimento no novo console. Que ótimo que eu estava completamente enganado! ARMS consegue entregar muita diversão, possui controles precisos, uma jogabilidade que exige bastante do jogador e têm carisma de sobra.

São vários os modos de jogo disponíveis: Grand Prix (para 1 ou 2 jogadores), Versus (de 1 a 4 jogadores), Party Match (online para 1 ou 2 jogadores), Ranked Math (online com rank), Friends (disputa online com amigos) e Local (Multiplayer local). As opções disponíveis já denunciam que o foco principal de ARMS está no multiplayer. No modo Grand Prix você deverá vencer 10 lutas afim de se tornar um campeão, ao vencer esse modo no nível de dificuldade 4 ou superior, as partidas online ranqueadas são destravadas. Já o modo Versus  traz as opções: Fight, Team Fight, V-Ball (forma semelhante a uma partida de vôlei em que devemos fazer com que uma bola explosiva caia no campo adversário), Hoops (inspirado no basquete, mas aqui devemos agarrar o adversário para arremessá-lo na cesta), Skillshot (em que devemos acertar o maior número de alvos possível), 1-on-100 (devemos derrotar em sequência 100 inimigos) e Hedlok Scramble (em que durante as disputas podemos adquirir uma máscara que acrescenta dois pares adicionais de braços ao personagem controlado).

Mas é no gameplay que ARMS realmente brilha. O estilo gráfico todo coloridão pode, em um primeiro momento, transmitir uma ideia de que sua jogabilidade seja simples, sem profundidade. Nada disso meus amigos! O jogo tem uma jogabilidade bastante apurada e admite muita estratégia. Além do lutador, devemos escolher combinações diferentes de braços, os ARMS que dão nome ao jogo. Há literalmente dezenas de braços disponíveis e cada um deles possuem atributos próprios como fogo, gelo, vento, etc. Devemos levar em consideração também o peso de cada braço, os mais fortes e potentes geralmente são mais pesados e por isso são mais lentos no ataque. Já os menos fortes e potentes são mais leves e ágeis no ataque. Em contrapartida os mais fortes levam vantagem quando se chocam com os braços mais leves. Enfim, há muitas possibilidades, o que é ótimo! Na medida em que vamos progredindo no jogo, ganhamos pontos que podem ser utilizados para adquirir upgrades dos ARMS.

ARMS comporta diversas configurações de controle. Ele pode ser jogado com ambos os joy-con destacados do joy-con grip e segurados na posição vertical, essa é a forma em que os sensores de movimento são utilizados para controlar os personagens e sobre a qual houve grande propaganda. Além dela é possível jogar com os joy-con presos ao joy-con grip, com o Pro Controller, com o joy-con posicionado na horizontal e em modo portátil. Eu particularmente me adaptei melhor jogando com os controles presos ao joy-con, não curti a jogabilidade com o joy-con posicionado na horizontal, achei desconfortável.

No seu lançamento o jogo trouxe 10 lutadores: Spring Man, Ninjara, Master Mummy, Min Min, Kid Cobra, Ribbon Girl, Helix, Mechanica, Twintelle e Byte and Barq. Pouco tempo após o lançamento foi adicionado via DLC o lutador Max Brass. Pode parecer pouco, mas não podemos nos esquecer que cada lutador pode ser equipado com dezenas de ARMS diferentes. Além disso, claro, cada lutador apresenta seus pontos fortes e fracos, alguns apresentam maior agilidade nos deslocamentos, outros são melhores na esquiva ou no arremesso e por aí vai.

A trilha sonora do jogo é interessante, a música tema principal do jogo é um grande acerto e as músicas de cada um dos estágios são ok. É notável uma certa influência latina no estilo musical e isso foi confirmado pelo produtor do game, o japonês Kosuke Yabuki, em uma entrevista concedida ao site Eurogamer.

Visualmente ARMS me agradou muito, o estilo gráfico é muito adequado e coerente com a proposta animada e descontraída do game. As animações são fluidas e praticamente não vemos carregamento entre as telas. No modo para um jogador e com o Switch no modo TV o jogo roda a 60fps e com resolução de 1080p. Os temas das arenas são variados e elas são bastante detalhadas.

Veredito

ARMS detona com todas as dúvidas e incertezas que possam ter surgido à época da apresentação do jogo e é mais um acerto da Nintendo e uma ótima adição à biblioteca de jogos do Switch. Consegue ser divertido, acessível e desafiador. Pode demorar um tempo até que você consiga encontrar a configuração ideal de controle ou que consiga dominar as estratégias do jogo, mas superado esse processo de adaptação inicial a diversão é garantida e vem em doses generosas. Com a promessa da Nintendo em continuar oferecendo conteúdo adicional gratuito, ARMS tem tudo para se consolidar e se tornar uma série de muito sucesso no Switch.


9,0
COMENTáRIOS • site
Patolouco
09/08/2017 às 16:24
Já pensaram em fazer as análises em forma de vídeo também? Para postar no canal do site no YouTube e no Facebook? Seria legal.
Arus
08/08/2017 às 04:28
Gosto da Nintendo investindo em novos jogos (apesar dos haters ignorarem e continuarem dizendo que só lança Mario, Zelda e Pokemon)
mas eu joguei o global punch fire e o jogo não me agradou
Edu
08/08/2017 às 00:28
"ain mas o switch só tem jogo requentado, nintendo não eh mais a mesma, mimimimimimimimi"
bean_king
07/08/2017 às 23:13
Boa análise
Tenho muita vontade de testar esse jogo.

As dúvidas que eu tenho são:
- Jogadores com controles tradicionais tem alguma vantagem sobre jogadores com controles por movimento?
- o jogo é bem balanceado, ou só alguns personagens são utilizados no competitivo?

Bom, divertido com certeza ele é
Márcio Alcalá
07/08/2017 às 23:01
Esse com certeza é um jogo que quero experimentar.
Satoshi
07/08/2017 às 22:46
Esperava um 9,9 no mínimo!
Ps: triste por saber que passaram batido vários jogos de 3DS e WiiU que poderiam ter recebido análises aqui.

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