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análise • switch 
Splatoon 2
Escrita por João Victor de Araujo

Splatoon foi um sucesso de crítica e de público, mas será que estávamos diante de um jogo passageiro ou a Nintendo havia criado mais uma franquia para fazer história? Viciante, fluído e com muito conteúdo novo, Splatoon 2 não deixa dúvidas sobre a resposta e já consegue se sagrar como um dos títulos imperdíveis da biblioteca do console.

Único, o jogo de tiro que mistura lulas antropomórficas com tinta mantém todos os pontos bem resolvidos do original e os une a ideias novas e a refinamentos de modos, armas e cenários que estavam no primeiro, sem deixar de lado o carisma dos Inklings e de todo o universo do jogo.

Começando pelos pontos positivos, um dos grandes destaques do jogo é a sua campanha, apelidada de Octo Canyon, muito mais robusta que a do primeiro game. Com level design interessante e uma história que se passa dois anos após os eventos de Splatoon, Splatoon 2 coloca o seu personagem como o mais recente recruta das Squid Sisters para combater a ameaça dos Octarians.

Armas mais variadas e chefes desafiadores completam o pacote e entregam um modo single player infinitamente superior ao anterior, que ainda serve como uma grande introdução a este mundo e às mecânicas do jogo.

 

 

Entretanto, apesar de todas estas melhorias, é inegável que a verdadeira estrela de Splatoon 2 são os modos do multiplayer do jogo. As Turf Wars regulares, cujo objetivo é o de pintar a maior parte do mapa possível em três minutos com times de 4 pessoas, não só garantem horas e mais horas de gameplay frenético, como também funcionam como uma barreira criada para preparar o jogador para as partidas ranqueadas, estas divididas em: Splat Zones (que envolve a conquista de áreas específicas do mapa), Rainmaker (versão de Splatoon para o capture a bandeira de outros shooters) e Tower Control, que envolve o controle de uma torre que se movimenta pelo cenário. Cada qual tem suas características próprias e nenhum deles chega perto de ser entediante, principalmente devido a rotatividade de duas horas presente no jogo, que altera mapas e modos e diversifica o gameplay, ainda que assuste jogadores que estão chegando por agora no game e estão acostumados com a dinâmica de outros jogos de tiro. A rotatividade nativa também faz com que não haja nenhum modo pouco usado ou com uma quantidade minúscula de pessoas jogando, por mais que possa fazer com que algumas pessoas enjoem de certos mapas.

Talvez a grande novidade de Splatoon 2 seja o Salmon Run, modo cooperativo que reúne quatro jogadores para lutar contra hordas de inimigos, os Salmonids, liderados por diferentes chefes que vão te obrigar a usar diferentes estratégias para derrota-los e capturar suas diferentes ovas. A criatividade aplicada nos inimigos é maravilhosa (sério, tem até um salmão com uma frigideira) e a troca aleatória de armas com diferentes habilidades obriga que a equipe trabalhe junta. O único problema deste modo é que ele está disponível apenas em determinados dias e horários, ao invés de permanecer disponível 24 horas por dia como os demais modos online.

 

 

A diversidade e a quantidade de armas e itens desbloqueáveis é muito maior do que no primeiro jogo e vão te fazer suar a camisa nas partidas online ou no single player para garantir as moedas para comprar aquela camiseta legal para vestir o seu Inkling ou para atualizar a sua arma. Aliás, o hub do game é intuitivo e prático ao permitir tanto o fácil acesso através do botão X, quanto a caminhada por Inkopolis.

Graficamente a sequência traz o visual de seu antecessor e o incrementa, ficando ainda mais bonito na tela do próprio Switch, onde as cores vibram como nunca. Da mesma forma, os controles se mantêm do primeiro jogo e, pessoalmente, achei bem confortável jogar em todos os modos com os próprios Joy Cons – portátil, apoiado na mesa ou no dock – durante jogatinas longas, embora muitos jogadores tenham preferido usar o Pro Controller.

Entretanto, nem tudo é perfeito. Se o jogo brilha com suas novidades, a estrutura criada pela Nintendo para dar suporte aos modos online envergonha. Ao invés de optar por um chat de voz no próprio Switch, a empresa optou por inclui-lo em um app disponível para smartphones e isso até não seria um problema não fossem as limitações do aplicativo.

A não possibilidade de trocar as armas entre as partidas ou de cancelar uma busca por partidas também soam amadoras perto do acabamento e da riqueza de detalhes de todo o resto do jogo.

Veredito

Se por um lado algumas das decisões relativas ao modo online do jogo podem decepcionar, estes defeitos não mancham o carisma viciante de Splatoon 2. Consagrando-se como uma das grandes franquias da Nintendo, os Inklings continuam sendo o encontro perfeito entre acessibilidade e desafio, que farão você perder algumas horas de sono. As atualizações constantes, que incluem armas e mapas, e as Splatfests aumentam ainda mais o fator replay do título que é obrigatório na prateleira de todos que tem o Switch.

Atualização 20.10 |  Retirado o trecho "O chat tem que estar sempre em primeiro plano e sua tela não pode entrar no modo de descanso ou você simplesmente para de conversar", devido à atualização do app em 13 de setembro que resolve o problema. 


8,7
COMENTáRIOS • site
Al_Nintendo
21/10/2017 s 13:52
Valeu @valeyard, só joguei um Splatfest e vi outro que o novo cenário ia estrear nele, como tenho focado em Zelda por hora até zerar, ai acabei perdendo esse detalhe.
Escroticeiloveyou
20/10/2017 s 21:48
esperando que a resposta seja positiva @.@
Nior
20/10/2017 s 14:16
Acho que a nota não vai mais pro meta, lembro na época que alguém da moderação tinha dito que o site era obrigado a manter banners do metacritic pra ficar lá.

Posso estar errado, no entanto.
Valeyard
20/10/2017 s 14:00
@Fierce, @Think e Mr..M, obrigado!

@Escroticeiloveyou, fico em dúvida se as notas ainda vão para o Metacritic. Vou confirmar e te aviso qualquer coisa!

@Giacomazzi, obrigado pelo toque! Depois de tantos problemas com o app, tinha desinstalado e não estava sabendo dessa atualização, vou incluir na análise.

@Alê_Nintendo, as Splatfests tem a The Shifty Stage, que fica disponível apenas durante o evento e é alterada de Splatfest para Splatfest.
Al_Nintendo
20/10/2017 s 13:31
Concordo com o Giacomazzi, precisa haver essa correção ai, claro que ainda não tira o fato de que poderia ter chat no próprio console, mas se o sistema implementado tinha falhas iniciais e foram corrigidas, isso tem de constar aqui, ainda mais depois de tanto tempo depois da correção.
E @Fierce, não tem fases exclusivas, houveram estreias de fases novas no Splatfest isso sim, mas posso estar enganado, só participei de um.
Giacomazzi
20/10/2017 s 10:23
"O chat tem que estar sempre em primeiro plano e sua tela não pode entrar no modo de descanso ou você simplesmente para de conversar."

Não sei se o review foi escrito a muito tempo e só foi postado agora mas seria interessante destacar que isso não é mais verdade desde um update do aplicativo que saiu em 10 de setembro .
Mr..M
20/10/2017 s 08:53
Bom dia amigos. Ótima Análise João!
Think
20/10/2017 s 06:53
Aeeeeee!
Ótima análise! Muito bem escrita e coerente! Parabéns!
Esse é um.jogo que definitivamente vou comprar qdo tiver meu Switch! Muito divertido e viciante!
E é isso aí! Que venham cada vez mais análises desse nível!
Escroticeiloveyou
20/10/2017 s 00:11
nossas nota ainda vão pro metacritic?
eu preciso ter do que me gabar de ser TrocaBRzeiro ao invés de Lixoblastzeiro


Gostei da nota final. Não achei que foi fanboy. O texto ta simplista sem nada muito chamativo mas totalmente efetivo.
Parabéns, continuando analisando jogos :)
Fierce
19/10/2017 s 23:24
Ótima análise, parabéns!
Gostaria de destacar também aquele modo a la Guitar Hero, que te permite ouvir todas as músicas. Eu curti muito ele, to sempre jogando.
Outra coisa que me chamou muita atenção foi o fato das Splatfest terem fases exclusivas para elas, achei isso sensacional

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