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análise • 3ds 
Culdcept Revolt
Escrita por Luis Guilherme Machado Camargo

 A série Culdcept foi lançada originalmente no Saturn e passou por plataformas como PS1, PS2, NDS, PSP, PS3, Xbox 360 e agora chega ao Nintendo 3DS com Culdcept Revolt, também sendo um dos poucos títulos da série que foram localizados para o público Ocidental. Culdcept uma vez me foi descrito como um jogo de estratégia que mistura Banco Imobiliário junto com Magic The Gathering e, após certo tempo jogando Culdcept Revolt, tenho que concordar plenamente com esta descrição.

As batalhas no jogo são feitas em tabuleiros que permitem até 4 jogadores, apelidados de Cepters dentro do jogo, cujo objetivo final de uma partida é acumular um determinado número de pontos de magia, também considerados como a moeda dentro de uma partida e utilizados para melhorar ou alterar terrenos, invocar monstros, utilizar magias e mais. Cada jogador possui um contador para o número de pontos de magia disponível para serem utilizados e um segundo contador que calcula o total já acumulado durante o jogo e serve para decidir o jogador vitorioso.

Cada jogador tem seu próprio baralho que contém monstros, equipamentos e magias, sendo que cada carta usualmente tem seus próprios efeitos únicos que podem alterar drasticamente o andamento de uma partida. Monstros são utilizados para dominar terrenos, sendo que estes são os espaços que compõem os tabuleiros de Culdcept e são divididos nos elementos fogo, água, terra e ar, além de outros com efeitos especiais. Uma vez que o jogador evoque um monstro para cuidar de um território, o mesmo recolhe uma taxa de qualquer outro jogador que pare ali, sendo também possível melhorar o território para que a taxa também aumente. Essencialmente, os monstros são as casas e hotéis do Banco Imobiliário.

No entanto, jogadores adversários podem optar por batalhar e conquistar o território para si ao invés de pagar a taxa. O combate é bem simples, com os monstros possuindo uma quantidade de pontos de vida e de pontos de ataque. Caso o atacante cause mais dano que o defensor consiga suportar, o atacante vence e toma o território para si. Caso o defensor sobreviva, o jogador pagará a taxa do território. No início do combate, cada jogador pode utilizar um equipamento ou magia para ajudar seus monstros, sendo que estes usualmente aumentam os valores de ataque ou vida de uma criatura, mas também podem ter efeitos bastante diversos.

Uma luta em Culdcept, portanto, começa com os jogadores explorando o mapa e colocando suas criaturas em diferentes territórios. Após um tempo, os jogadores costumam melhorar esses territórios para aumentar suas taxas e começam a planejar suas estratégias para a parte final de uma partida. No fim de uma partida, quase todos os territórios estão tomados, muitos deles possuem taxas absurdas a serem pagas e um único erro pode sair bastante caro para um jogador e definir o vencedor de uma partida.

O jogo inteiro é uma experiência bizarra cujo fator sorte (Banco Imobiliário) tem um peso nas partidas, no entanto, existe a parte estratégia (Magic) que dá ao jogador as ferramentas para dominar ou, pelo menos, tender a partida ao seu favor. Felizmente, o jogo tem um bom conjunto de tutoriais que explicam o básico ao jogador e logo permite que ele explore seus sistemas. Culdcept Revolt tem uma quantidade considerável de conteúdo, sendo dividido em modo história, partidas solo e multiplayer local e online, e isso pode consumir um tempo considerável dos jogadores, já que cada partida pode demorar para ser finalizada.

O modo história coloca o jogador como um Cepter que perdeu sua memória e acorda em uma cidade onde Cepters estão sendo caçados e mortos. Infelizmente para ele, o Conde também ordenou que ninguém pudesse entrar ou sair da cidade, impedindo que Cepters também escapassem da caça. A história basicamente acompanha o personagem tentando reaver suas memórias enquanto lida com a ameaça do Conde e daqueles que trabalham para o mesmo. Final das contas, a história é apenas o pano de fundo para que jogadores se acostumem com Culdcept e desenvolvam sua própria maneira de jogar. A inteligência artificial do jogo também não é exatamente bondosa e certamente forçará os jogadores a pensarem, e muito bem, em suas estratégias. Como mencionei anteriormente, cada batalha em Culdcept pode demorar um tempo considerável, fazendo com que o modo história também se torne um investimento considerável de tempo por parte do jogador, sendo muito melhor aproveitado se jogado aos poucos.

O modo multiplayer local permite até 4 jogadores, mas necessita que todos tenham sua própria cópia do jogo. O modo online permite partidas contra amigos ou contra outras pessoas, no entanto, me pareceu completamente vazio mesmo nesse período logo após o lançamento. Muito provavelmente seja possível encontrar jogadores dentro de comunidades dedicadas ao jogo.

Veredito

Culdcept Revolt é uma mistura inusitada de jogo de estratégia com tabuleiro e que, de alguma forma, dá certo. É necessário desenvolver sua própria estratégia quando se está montando seu baralho, mas a aleatoriedade do tabuleiro faz com que o resultado de cada partida seja sempre incerto. Essa dinâmica entre a estratégia e a sorte é o que faz desse jogo interessante e é a razão pela qual eu continuarei jogando por um longo tempo.  

Jogo analisado com cópia digital fornecida pela NIS America.


8,0
COMENTáRIOS • site
Lelo Galdino
24/10/2017 s 01:51
Boa análise =)
Rhyel
23/10/2017 s 22:12
Eu também comprei a edição especial, muito bonita e também tenho uma fila de jogos para jogar, ou seja, vou demorar para jogar.
Gostei da proposta do jogo e li muitos elogios para franquia, gostei do review.
Edu
23/10/2017 s 21:12
Eu comprei a edição limitada e devo começá-lo futuramente. Nunca joguei essa franquia, mas como ela reúne dois gêneros que eu ADORO: Tabuleiro e Card-game, é certo que vou me divertir.
cirdian
23/10/2017 s 20:51
Eu já tinha jogado a versão de ps2 e lembro de ter gostado então acabei comprando ele numa gameshop aqui perto de casa. Gostei dessa versão o jogo é realmente bem maldoso com os dados quando não se tem sorte (por alguma razão sou tão azarado nos dados que ganhei até achievement por tirar "1" em sequência sem o uso de feitiços...), mas no final é divertido, quando assusta uma partida já ta rolando há mais de 20 minutos, gosto do traço em anime dos personagens também, enfim é um jogo bem divertidinho mesmo, nota 8 merecida.

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