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análise • 3ds 
Creeping Terror
Escrita por Aurélio Galdino

O que torna bom um jogo de terror? As pistas para a resposta estão na história dos games do gênero, história essa que se ramifica. Nas ramificações encontramos os mais diversos estilos. Terrores atmosféricos e psicológicos como os de Silent Hill, terror de sobrevivência como os da franquia Resident Evil, que depois aliou ação na fórmula e inseriu o elemento da “tensão”.

Mais recentemente, The Evil Within 1 e 2 trazem para a fórmula, de forma mais estruturada (e essa é a diferença dos demais exemplos, ainda que o elemento exista nos demais), o stealth. Os jogos de terror evoluíram, ganharam espaço na indústria, depois tiveram alguns momentos de saturação, mas parecem estar reencontrando o momento no mercado de jogos. 

Pincelando o universo dos jogos de terror, dos clássicos aos mais atuais abrimos a seguinte questão: o que um jogo de 3DS, com gráficos 2D tem a oferecer nessa competição? É possível, com gráficos tão limitados trazer uma atmosfera que consiga assustar o jogador? Ou, como fez Resident Evil, a partir do 4, despertar a “tensão”?

Creeping Terror possui muitas virtudes enquanto jogo. As mecânicas são interessantes, possui elementos corriqueiros em jogos do gênero como: suprimentos para se manter vivo, se esconda dos inimigos, resolva puzzles que aparecem eventualmente durante a gameplay, sobreviva ao vilão (um homem grande com uma pá), colete informações da história por meio dos jornais, notas, enfim... Esses elementos estão no jogo e são muito bem executados em termos de conforto com os controles. Em poucas palavras: a jogabilidade é uma delícia.

Creeping Terror tem um bom story telling, ainda que a história bem contada seja baseada em clichês narrativos, como um grupo de adolescentes que vão para uma casa, tida como assombrada, para fazer vídeos assustadores e acabam sendo presos ou mortos por um assassino em série (eu disse que era clichê). A história não é o motivo pelo qual você jogará esse game, ainda mais que ela só interessará aqueles que tem algum conhecimento de inglês, já que ela se desenvolve seja em balões de diálogo entre as personagens, seja pelos jornais e notas.

A trilha sonora do game é bastante interessante e serve ao propósito de dar às cenas o tom que tem de ser dado: quando perseguido pelo vilão da trama ela é tensa, quando não é perseguido ela é calma, reconfortante. Os gráficos, como ditos são em sprites 2D, o aspecto do game é bom, os traços são muito bonitos, mas, infelizmente, não consegue trazer a sensação que um jogo de terror deveria trazer.

O game é curto, demora cerca de 3 ou 4 horas para concluí-lo e o nível de dificuldade é relativamente baixo, muito se deve ao fato do game possuir um calabouço extremamente linear. São raras as possibilidades de se perder, ainda mais sendo auxiliado pela tela inferior do portátil.

Os momentos de perseguição tem sua tensão dissipada pelas vastas maneiras de se escapar deles, seja arremessando pedras no inimigo, ou se escondendo debaixo de mesas, as possibilidades de fuga são fartas, mesmo que o jogo imponha algumas dificuldades como a criação de uma “stamina” nos momentos de tensão que limitam a corrida, ou pedras espalhadas pelo chão que te fazem tropeçar, ainda assim, o máximo que pode acontecer é ter que apertar incessantemente o botão “A” para escapar, nada que provoque o medo de ter que encarar uma tela de game over.

Veredito

O game claramente tem seus problemas e mesmo as mecânicas sendo interessantes e bem executadas, o resultado final não agradará aos jogadores mais exigentes. Talvez uma variedade maior de desafios e um level design mais instigante poderiam salvar a experiência como um todo. Falta exatamente o que faz um jogo de terror ser bom, o terror. Uma pena, pois estamos diante de um jogo de grande potencial que poderia receber uma boa sequência. 


4,5
COMENTáRIOS • site
Lelo Galdino
10/11/2017 s 13:06
@Akise Aru e o que tem haver o jogo ser indie ou não? (É uma pergunta sem qualquer tipo de ironia, só quero entender seu ponto de vista).
Akise Aru
10/11/2017 s 08:45
Análise zuada, o jogo é indie porra!
lucasdcf
09/11/2017 s 14:33
Uma pena...

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