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análise • switch 
Resident Evil: Revelations Collection
Escrita por Aurélio Galdino

A Capcom tem dividido opiniões quanto ao seu suporte no Nintendo Switch. A empresa conhecida por franquias famosas como Megaman, Street Fighter e Monster Hunter tem se posicionado com muitos pés atrás. Os gamers possuidores de Switch já perceberam, e as críticas são contundentes. Como pensar que Monster Hunter, franquia da qual, nos últimos tempos recebeu um grande destaque por suas incursões em consoles Nintendo, receberá sua mais nova versão World fora do universo Nintendo? Não dá para esconder certa ponta de rancor, visto que a franquia sempre foi muito bem recebida pelos nintendistas.

Deixando essas questões um pouco de lado, e me focando no objeto dessa análise, Resident Evil: Revelations Collection traz ao console híbrido da Nintendo um pacote abrangendo Resident Evil: Revelations 1 e 2, com todos os conteúdos inclusos. Modo Raid funcional de ambas as versões, pacotes DLC, expansões da história. Os jogos estão entregues de forma inteiriça, podendo ser jogados de forma portátil ou docado na TV.

É notável o esforço da Capcom para oferecer uma experiência completa em torno dos games, principalmente em Revelations 2 com modo cooperativo 100% funcional utilizando somente os joy-cons. Está certo que a jogabilidade é muitíssimo limitada, o controle de câmera pelos botões de ombro dos joy-cons SR e SL não é dos mais cômodos. Ainda que a experiência de câmera parecida já tenha sido utilizada em Revelations no 3DS (que na época criou até um acessório para adicionar um segundo analógico), aqui a qualidade é um pouco mais precária pela falta crônica de botões. É possível jogar com a configuração, mas ela se demonstra bastante penosa. Outro ponto é que o modo cooperativo é recomendado somente enquanto na TV, haja visto que o split screen deixa os elementos muito pequenos e causa, numa jogatina cooperativa portátil, um desconforto natural. É preferível que haja ou um segundo par de joy-cons, ou um Pro Controller para usufruir de forma mais concreta o modo.

A equipe de desenvolvimento também se interessou bastante em utilizar os mais variados recursos do Nintendo Switch: HD Rumble, controles de movimentos com direito a reconhecimento gestual, uso de amiibos (para obtenção de itens, como munição e ervas) está tudo incluso no pacote. Para os que gostaram da experiência de jogabilidade por movimentos de Resident Evil 4: Wii Edition encontrará aqui um esquema parecido ao jogar com os joy-cons separados, e até mais responsivos no caso do console híbrido. Você pode usar os controles de movimento aliados a uma jogabilidade mais tradicional, com os controles juntos e ter um controle de mira parecido com o de Splatoon 2 ou você pode desligar a função e usufruir de controles mais tradicionais. As opções existem, são todas muito boas e bem vindas.

É notável a utilização do HD Rumble, são vibrações bem cadenciadas que conseguem dar a sensação exata dos momentos do jogo. Não são vibrações exageradas, estão bem encaixadas no gameplay, ainda que não seja exemplo das possíveis utilizações que o HD Rumble possa vir a ter, o uso é bom, serve ao propósito.

A questão gráfica não muda muito em Resident Evil Revelations 1 em comparação ao que tínhamos no Wii U, a não ser uma melhora de resolução (nada que encha os olhos), mas no 2, é notável a diferença da qualidade de iluminação, texturas que está mais fiel no híbrido da Nintendo que os da versão de Xbox One. A Capcom realizou um trabalho muito bom nesse sentido. O game raramente tem quedas de frames, mas sofre, principalmente nos loadings iniciais de cada capítulo ou quando o jogador morre, com loadings longos, mas que não configuram um problema sério, haja visto que eles não acontecem com frequencia.

Ainda temos alguns extras interessantes. Mini games com sprites em 2D, em Revelations 1 temos Ghostship Panic, disponível no raid mode, o game exige que você atire em inimigos correndo em direção à parte inferior da tela. E no Revelations 2, também disponível no modo raid, temos acesso ao Ghoul’s N Homunculi, uma referência a Ghost’s N Goblins. A jogabilidade inclusive é a mesma do clássico da Capcom, vale a pena perder algum tempinho no minigame.

Veredito

Resident Evil Collections vale a pena? Vale! Ainda mais, sendo cada um US$20,00. Entre os dois recomendaria mais fortemente o Revelations 2, caso a possibilidade de compra se restrinja a um só. O game funciona muito bem à proposta híbrida, jogabilidade e gráficos muito bem trabalhados, fazem esse ser um pacote bastante completo.

* O game foi gentilmente disponibilizado pela Capcom para essa análise.

 


8,0
COMENTáRIOS • site
Lelo Galdino
30/11/2017 s 13:54
@Nebel Spieluhr E nem precisa do pointer... Eu gostei, de verdade, me lembrou a sensação que eu tive jogando o RE 4 no Wii, foi bem satisfatório...

Outro exemplo é o World of Goo:

https://www.youtube.com/watch?v=Ix7-YTj4ZUI

Assim, o controle é muito preciso, nem precisa do pointer na minha humilde opinião.
Nebel Spieluhr
30/11/2017 s 13:02
@ Lelo Galdino

Depois de minha experiencia com o PS Move duvido que consiga ser tão preciso quanto o pointer, Residente Evil 5 ficou uma merda usando o Move.
Até onde sei o Swift não tem pointer, tem?
_____SNAKE_____
29/11/2017 s 11:59
Ouvi dizer que quem compra uma versão, ganha um desconto de 50% na outra versão, alguém pode confirmar se procede?
Lelo Galdino
29/11/2017 s 11:45
@Emissario

"Para os que gostaram da experiência de jogabilidade por movimentos de Resident Evil 4: Wii Edition encontrará aqui um esquema parecido ao jogar com os joy-cons separados, e até mais responsivos no caso do console híbrido. Você pode usar os controles de movimento aliados a uma jogabilidade mais tradicional, com os controles juntos e ter um controle de mira parecido com o de Splatoon 2 ou você pode desligar a função e usufruir de controles mais tradicionais. As opções existem, são todas muito boas e bem vindas."
Emissario
29/11/2017 s 09:43
Os controles por movimento funcionam bem?

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