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O Melhor do Wii
escrito por Equipe Wii Brasil
Como estaríamos hoje sem o Wii? Impossível saber. Só isso já prova o quão importante esse console foi para todos que amam jogos eletrônicos, possuindo um Wii ou não.

Do ponto de vista de negócios, foi perfeito. Os problemas começaram quando o entusiasmo inicial passou e as limitações do console ficaram realmente evidentes. As pessoas começaram a esperar coisas que o Wii jamais conseguiria fazer ou que era tarde demais para consertar e, obviamente, se decepcionaram. Para aqueles que sabiam o que e onde olhar, porém, o Wii foi um console único, que desafiou inúmeras convenções do game design moderno e que criou uma base de consumidores que manterá essa indústria por muito tempo. Mesmo com todos os erros da Nintendo ao longo de sua vida (e o número deles realmente passou do limite) , a contribuição do Wii para essa mídia foi inestimável.

Foi um console que colocou a qualidade acima da quantidade, uma postura com muitos opositores, mas é impossível negar que o Wii recebeu alguns dos melhores jogos dessa geração. Foi um console também com muitas pérolas esquecidas, seja na mente dos jogadores, como Little King's Story, ou nas prateleiras, como No More Heroes.

A tradição dita que, agora que o Wii U está batendo à porta, voltemos um pouco de nossas atenções ao seu predecessor. Sim: agora o Wii está deixado de lado. Mas ele já teve grandes momentos de glória.

Destes, separamos nossos favoritos. Elegemos nossos jogos de WiiWare favoritos, os cinco melhores títulos para o console que foram injustamente esquecidos, e finalmente os maiores da plataforma. Não esqueça de opinar!





A Capcom não construiu a melhor das reputações nessa geração, mas ainda sabe fazer jogos, grandes jogos. Pequenos também, como é o caso desse Mega Man. Retornar às origens fez bem ao robô azul, depois de passar uma geração inteira recebendo títulos medíocres (ao menos os da série principal). Mega Man 9 pode ter chamado a atenção pela sua dificuldade elevada, rara nos dias de hoje, todavia o fato é que raramente ele chega a ser excessivamente punitivo ou frustrante. Se você falha, a culpa é sua, não do cuidadoso desenho dos níveis. Mega Man 9 mostrou que a série pode não ser mais tão relevante, mas ainda tem e sempre terá um espaço nesse mercado. Seria interessante ver a mesma filosofia aplicada a Mega Man X.



Ah, a falta que um F-Zero faz! Falta? Sim, a série estrelada por Captain Falcon realmente fora esquecida pela Nintendo nessa geração. Mas não pela Shin'en. Competente ao explorar os limites gráficos de plataformas da Nintendo, a desenvolvedora citada nos deu, por meio de FAST - Racing League, uma espécie de aperitivo do que seria um F-Zero. E junto a isto, ainda conseguiu brilhar devido à estrutura de jogabilidade única baseada em fases na pista, as quais, em suas cores escuras e claras, devem estar em sintonia com as cores dos veículos, adquiridas por meio de itens na pista, e, assim, proporcionar acrobacias e aumento de velocidade, acentuando ainda mais o grau de desafio em poucas pistas, é verdade, porém, como é um jogo de WiiWare, sabíamos que algo seria sacrificado. O Wii foi carente de jogos de corrida, mas a Shin'en nos deu um título que nos fez ficar ávidos por um prato principal quem sabe feito por ela também, não é mesmo, Nintendo?!



Cave Story saiu para o WiiWare anos depois de Daisuke Amaya lançar sua versão original, gratuita, para PCs. E mesmo assim o jogo foi um sucesso de vendas. O motivo? Óbvio: sua qualidade. Situado em um mundo repleto de estranhas criaturas, o título mistura plataforma e ação assim como um Mega Man, mas com um ritmo muito mais acelerado. O resultado é uma experiência que até hoje não foi imitada. Os diálogos engraçados, segredos escondidos e outros bônus servem apenas para incrementar esse pacote, que diverte muito por natureza.



Fluidity é uma experiência única. É o tipo de jogo que, criado o conceito, tudo parece fluir naturalmente pra se encaixar nele. A idéia de manipular água com tilts do Wii Remote se adequa a diversas situações diferentes, variando forma e estado, em quaisquer usos imagináveis. Encher um pote? Confere. Gerar energia? Também. Apagar fogo? Está lá. Mas claro, a Curve Studios não se resumiria a apelar a usos mundanos da água, então situações onde se deve realizar mudanças constantes de estado acabam sendo o grande chamariz dos puzzles nesse criativo ambiente bidimensional - um livro, cuja história cabe a você alterar.



Uma ideia simples, mas executada com maestria. Esse foi World of Goo. Em uma distopia pós-corporações, bolas de meleca buscam seu propósito conectando-se umas às outras para formar estruturas. Na teoria, o título é uma simples coletânea de quebra-cabeças temáticos nos quais o objetivo é conduzir as bizarras criaturas até tubos. Mas, na prática, ele é muito mais: sua atmosfera opressora, sua trilha sonora melancólica e marcante, seus gráficos simples, porém curiosamente agradáveis e as mensagens deixadas para trás pelo Sign Painter unem-se para criar uma experiência narrativa inigualável. O fato de que os quebra-cabeças são inteligentes e satisfatórios é só a cereja no topo.





Fale o que quiser sobre violência gratuita ser algo extremamente imaturo, mas o fato é que empalar vários ninjas em uma lança e então jogá-los numa frigideira gigante é divertido pra caramba. Bayonetta pode ter sido a maior culpada pela ascenção meteórica da Platinum Games, mas o banho de sangue de Jack foi importante para provar que o estúdio é garantia de qualidade em qualquer plataforma. MadWorld não representou muito na vida do Wii, mas quem liga pra isso quando você está usando cabeças de ninjas para jogar golfe?



No More Heroes foi uma redenção. Claro, o Wii tinha alguns jogos de temática mais adulta à época, mas não tão chamativos ou acessivos. O que atrai mais que um otaku com um sabre de luz indo assassinar 10 de alguns dos mais bizarros personagens que já deram as caras em um jogo de videogame, deixando um rastro de sangue atrás? Pois foi exatamente isso que Suda 51 pensou quando concebeu mais uma de suas insanidades. No final não chegamos a brandir o Wii Remote como um jedi como a premissa podia enganar, mas a banheira de sangue foi o suficiente (ou não, visto que existe uma sequência) pra saciar a sede dos donos do console na época.



O primeiro Red Steel é sempre lembrado por ter sido um título de lançamento do Wii. Apesar de falhas técnicas, a parte do tiroteio acabou agradando - ao contrário das lutas com espadas. É justamente esse aspecto que Red Steel 2 consertou com o uso do Wii MotionPlus. O acessório deixou as disputas com espadas incrivelmente precisas e divertidas. Além disso, Red Steel 2 seguiu uma história própria e que não lembra em quase nada seu antecessor. O visual cel-shaded com o ambiente de faroeste nos remete a Borderlands e, apesar de ser curto, passa uma experiência única ao jogador. Apesar de seu relativo sucesso em vendas, Red Steel 2 raramente é lembrado pelos donos de Wii - o que é uma pena. É possível que a explicação esteja na ausência de um multiplayer ou de sua campanha curta. Resta apenas torcer que a Ubisoft não tenha se esquecido da franquia e lance um Red Steel 3 no Wii U.



A trilha sonora de Little King's Story diz muito sobre o jogo. Composta principalmente de clássicos da música erudita, ela contrasta de forma genial com a arte e cria a atmosfera perfeita para a história infantil, mas ao mesmo tempo madura, que os desenvolvedores queriam contar: a história do reizinho. Não se deixe enganar pelas supostas semelhanças com Pikmin: esse é um jogo único e que funciona de forma muito diferente dos jogos do capitão Olimar.



Alguns jogos vão residir no limbo não por terem sido pouco lembrados, mas por não terem sido recordados e valorizados, em sua época, da forma como mereciam. Muramasa: The Demon Blade nos apresenta cenários belos, posto em diferentes camadas, numa arte 2D hand-draw singular, já característica de jogos da Vanillaware. Junto a isto, temos um sistema de combate fluído, com sua complexidade instaurada, tudo numa progressão side-scrolling, apresentando diferentes espadas que ora se despedaçam e hora despedaçam inimigos dos mais diversos conforme progredimos nas duas histórias que compõem o jogo em meio a ninja e fantasmas, em alusões mitológicas nipônicas. A princesa Momohime, por sua sensualidade e coragem únicas, é uma personagem que merecia ser mais lembrada. E o jovem ninja Kisuke também, devido ao seu espírito heroico.





Donkey Kong nunca se tornou um estranho como Captain Falcon e até certo ponto, Star Fox. O gorilão sempre esteve presente com experimentos cada vez mais longe de suas raízes. Donkey Konga, Jungle Beat, etc. Qualidades e defeitos de lado, estes jogos não conseguiram cativar tanto quanto a série Country, lá de trás, pela antiga equipe da Rareware. A batida animada que introduziu o anúncio do jogo na E3 2010 é só um dos charmes que este título de Wii viria a conquistar. Donkey Kong Country Returns. Teria alguma equipe a capacidade de continuar o legado da Rare no SNES? A Retro Studios aceitou o desafio e nos brindou com o melhor título do gorila em muito tempo, em um glorioso mundo 2D com um nível de desafio incomum. Mas completamente aceitável, se significasse a volta deste ícone da Nintendo.



Monster Hunter 3, no ocidente? Com online? Eco nos ouvidos de muitos que presenciaram a vinda de um gigante japonês pra este lado do globo. O possivelmente mais acessível título da franquia é culpado de muito. De sugar centenas de horas de diversos jogadores, seja offline ou em rede, de apresentar - em especial aos donos de Wii - uma dificuldade incomum aos padrões de hoje, e de introduzir aos veteranos da série algo novo a dominar - lutas subaquáticas. Uma culpa saborosa, porém. Uma culpa que fez aquele eco crescer e trazer mais jogos da franquia uma geração depois. Uma aposta e tanto da Capcom, pro que se tornou um dos melhores jogos do Wii.



Smash é um jogo obrigatório para qualquer fã da Nintendo desde seu surgimento no Nintendo 64. Com Brawl não foi diferente. Apesar de não ter agradado muito aqueles que buscavam um jogo competitivo, é impossível não notar o conteúdo massivo para qualquer fã. Muitos personagens, inclusive Snake e Sonic, diversos cenários (com a possibilidade de criá-los), inúmeras músicas (sejam novos remixes ou selecionadas a dedo e mantidas como são originalmente) e a mesma jogabilidade que já estamos acostumados para agradar gregos e troianos. Se tudo isso já não bastasse, Brawl ainda conta com um modo aventura chamado "The Subspace Emissary". Apesar de promissor (quem não sonha com uma aventura com todos os personagens da Nintendo?) e possuir belas cutscenes, acaba se tornando um modo que você só vai jogar uma vez. Brawl é um pacote completo e obrigatório para qualquer dono de Wii.



Skyward Sword representa tudo que o Wii foi e é, tudo que queria ter sido e tudo que deveria ter sido. É a simbiose de vinte e cinco anos de experiência na série com anos de experimentos no Wii. É um jogo que torna um movimento com o braço tão natural quanto o pressionar de um botão. É simplesmente equivocado dizer que esse é um jogo que segue uma fórmula, tamanha a criatividade canalizada na confecção de cada porção desse mundo, tudo transmitido de forma orgânica. Skyward Sword não é um espetáculo como os Galaxy, mas é uma aventura como nenhuma outra. Uma pena que chegou tarde demais.



Wii Sports é o jogo que expandiu os limites do Wii em termos de popularização de jogatina. A série Galaxy, por sua vez, nos trouxe os lampejos geniais de um tal de Shigeru Miyamoto, junto à sua competente equipe para desafiar os limites da plataforma, seja no que ela é fraca, seja no que ela é forte. E Super Mario Galaxy 2 representou o que há de melhor no Wii, em uma explosão criativa como poucos jogos na história dos videogames conseguiram fazer, triunfando em inúmeras galáxias, munidas de conteúdos robustos, novos ou em referência (e reverência) a tempos clássicos, embalado em momentos desafiantes e relaxantes conforme vamos formando nossa constelação de centenas de estrelas por meio da maior delas.


comentários
Chazy
09/05/2013 às 01:58
Só jogaço!
BahBros
03/05/2013 às 12:34
Muitos dos melhores jogos que joguei na vida foram feitos para o Wii.
ernanifdx
02/05/2013 às 14:13
Eu não desfaço do meu Wii, apesar de ser inferior aos consoles concorrentes.
Rebeque
21/04/2013 às 18:14
Monster Hunter é e sempre será uma franquia imperdível, tanto para jogadores da Nintendo quanto para outros. É uma pena o suporte online estar sendo fechado diante de nossos olhos essa semana..
Neo_Fowl
03/04/2013 às 15:08
Legal

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