Carregando
Lembrar? | Esqueci a senhaCadastrar
Lembrar? | Esqueci a senhaCadastrar
artigo 
O estranho relacionamento da Nintendo com as Third-Parties
Postado por Carlos Eduardo Netto Alves
Como todo mundo está careca de saber, no início dos anos 1980, a indústria dos jogos eletrônicos passou por um período de trevas, sendo decretado, por alguns, o fim da era dos videogames.
 
Eis que, em meio a todo esse pessimismo e quebra real da indústria, veio do Japão, através de uma companhia que começou como editora de jogos de cartas hanafuda, a salvação.
 
A Nintendo, conforme consenso geral, foi a grande fênix que deu o empurrão necessário para acabar com a velha forma de se fazer videogames e definir o padrão de como se os faria dali em diante. Dominou 90% do mercado de jogos na era 8bit, e mais de 50% desse mercado, na era 16 bit (tanto que a palavra videogame quase chegou a ser substituída por “Nintendo”, tal qual ocorre com as “lâminas de barbear” e a Gillette).
 
Tendo isso em vista, era a Nintendo que ditava as regras e quem quisesse ver seus jogos publicados, deveria se submeter a suas vontades. Era como o slogan da Nintendo dizia: “É Nintendo ou Nada”.
 
Hiroshi Yamauchi - era o chefão da Nintendo e quem dava a palavra final sobre os rumos da empresa e o que publicar para suas plataformas 
 
Entre as companhias japonesas, parece que não houve maiores desgastes, em função dessa política, mas, quando empresas ocidentais começaram a se interessar pelo sistema da Nintendo, os atritos começaram.
 
Manda quem pode, obedece quem tem juízo
 
A Eletronic Arts tinha interesse em publicar seus jogos nas plataformas Nintendo (NES e SNES), desde sua gênese. Todavia, devido à rígida política de admissão de jogos da Nintendo, optaram por mover os esforços de sua linha “EA Sports” (embora ainda fossem, eventualmente, lançados seus games para o SNES) para a concorrente Sega, com seu então Mega Drive (Genesis).
 
Eis o depoimento de Bing Gordon que, à época, era chefe de criação da EA:
 
“A Nintendo operava próxima do monopólio. Eles tinham certa de 95% do mercado de consoles e eles o conquistaram isso porque assumiram um grande risco. Se uma Publisher quisesse se deitar com o NES, eles teriam que voar até o Japão, apresentar seu caso para o time de desenvolvimento do sistema e, se a Nintendo considerasse digno de interesse, só havia um acordo à mesa. A Nintendo iria vender à companhia o kit de desenvolvimento por um preço absurdo e depois que o game estivesse pronto, a companhia deveria encaminhá-lo para a Nintendo, que iria decidir se o jogo seria ou não distribuído e em que quantidade”.
 
Outro caso emblemático do poder que a Nintendo exercia sobre as third-parties que queriam ver seus jogos em suas plataformas, é o da Midway, com seu Mortal Kombat “sem sangue” no Super NES.
 
Esse controle sobre a qualidade e conteúdo dos jogos, claro, não significou a inexistência de jogos ruins, mas, em sua maioria, criou um abismo qualitativo entre os jogos lançados nos consoles da Big N e no dos concorrentes.
 
Os leitores hão de se lembrar que a era 16 bit foi marcada pelas diferentes versões dos mesmos jogos para o SNES e para o Mega Drive, já que a Nintendo fechava parcerias de exclusividade com companhias muito mais tradicionais e de qualidade, que a concorrência (bons tempos, não?).
 
A perda do domínio e o abalo na estrutura
 
A maior parte dos nomes das atuais grandes companhias de jogos está escrito no rol de publicadoras fiéis à Nintendo, isso nos anos 80 e 90. Todavia, se olharmos hoje, para 10 anos atrás, temos um cenário bastante diferente.
 
A partir da ascensão da era 32/64 bit, o mercado de jogos mudou, especialmente para a Nintendo.
 
A Sega lançou seu Saturn - que não emplacou (e com seu fantástico Dreamcast, fechou suas portas para a produção de hardware) - outras tentaram estabelecer consoles primorosos, mas não receberam suporte, devido a sua baixa demanda. A Nintendo preparava seu N64, mas, quem pegou o vácuo nessa corrida e assumiu a liderança, foi a Sony (antiga parceira da Nintendo), com seu Playstation.
 
Apresentando uma política de publicação muito mais amigável e aberta - além de oferecer a mídia do disco compacto como alternativa bem mais barata que os cartuchos – a Sony conquistou o afeto das produtoras e recebeu uma enxurrada de jogos.
 
É claro que, sempre que se adota uma política muito aberta (vide o atual cenários de jogos “free” para smartphones), é recorrente a publicação de muita porcaria, mas seria ingenuidade dizer que a decisão da Sony foi errada, pois lhe trouxe muita coisa boa e, mais importante, a liderança do mercado.
 
 
 
Na verdade, a Nintendo sentiu, e muito, o baque do êxodo das third-parties para a concorrência. Jogos como Final Fantasy, Metal Gear e Street Fighter, que eram “arroz de festa” nos consoles Nintendo, não deram as caras no N64 (havia um projeto de Final Fantasy, mas foi cancelado).
 
A mídia especializada dizia que o que afastava as third-parties da Nintendo era a sedutora proposta do CD, como mídia mais interessante que os cartuchos oferecidos pela Big N. Mas será que foi só isso mesmo?
 
A era 128 bit – problemas elevados ao cubo
 
Depois do apoio pífio das third-parties ao N64 (a Nintendo só aguentou bem o tranco, porque produziu conteúdo original e exclusivo de qualidade e teve o apoio de first-parties competentes como a Rare), a expectativa era de que o cenário mudasse com o Gamecube.
 
De fato, não dá para comparar o tamanho do apoio dado pelas third-parties ao GC e o N64. A leva de jogos third-party para o cubo foi massiçamente maior. Entretanto, isso não significou apoio na mesma extensão que a dada à Sony, com seu Playstation 2, que já estava no mercado há razoável tempo. Pior, e preocupante ficou a situação, quando vários jogos foram distribuídos para o recém chegado Xbox, da “iniciante” Microsoft, sem, contudo, receberem versões para o GC.
 
 
Muitos jogos se tornaram multiplataforma, podendo a Nintendo participar de uma fatia, mas é inegável que os proprietários do console roxo sentiram falta de muita coisa que saiu (ainda que sem contrato de exclusividade) apenas para a concorrência.
 
O GC não ficou sem suas exclusividades advindas de third-parties, no entanto, novamente, não dava para comparar com a concorrência. A Nintendo, infelizmente, mais uma vez, ficou para trás.
 
A justificativa para esse cenário, dessa vez, era de que a Nintendo não havia recuperado suficientemente o mercado (na verdade, tinha regredido ainda mais, pois de 2º lugar, passou para 3º, quando o Xbox foi lançado), de modo que os jogos das thirds não teriam tanta visibilidade, portanto, não valeria o esforço em os portar.
 
O fator Wii de casualidade
 
Nova geração de consoles: PS3, Xbox360 e Wii no mercado. O Wii foi, disparado, o console mais vendido dessa geração e teve o apoio de inúmeras third-parties; a política de publicação ficou bem mais maleável; e a mídia era o DVD (de tamanho normal, como o dos outros, não mais mini-dvds, como no Gamecube).
 
 
 
Isso significaria o maior número de jogos multiplataforma, da história, disponíveis no console branco da Nintendo, certo? Errado.
 
A Nintendo dominou o mercado, sim. Voltou ao topo e garantiu lucros que há muito não se via, mas isso não foi sinônimo de recepção dos mesmos jogos da concorrência (ignoradas as exclusividades).
 
Devido a seu baixo poderio gráfico (um pouco superior ao da geração anterior apenas), se comparado ao PS3 e ao Xbox360, bem como a o apelo “casual” do console, as third-parties lançaram, de fato, inúmeros jogos para plataforma, mas todos em tom de “festa”.
 
 
Os grandes jogos, das grandes franquias aclamadas pelo público, não vieram. No máximo, os jogadores ganharam “spin-offs”, pois, ao que parece, o console branco da Nintendo não era digno de receber jogos da cronologia principal (sim Final Fantasy, é de você que se está falando).
 
Na meia-vida do console, o Wii foi transformado no abrigo dos relançamentos travestidos de “edições definitivas”, que não passavam de ports, com leves melhorias (com relação a suas versões para consoles mais antigos) e ou adaptações para os controles por movimento disponíveis (com redução gráfica, quando o jogo original era para PS3 e X360) .
 
Isso foi ótimo para aqueles que não tiveram a oportunidade de jogar esses games mais antigos, mas o que se esperava eram jogos novos, originais ou, ao menos, parelhos aos da concorrência. Estes, porém, vieram a conta gotas.
 
A justificativa das third-parties, agora, era de que o downgrade gráfico não seria pertinente (dizia-se que o Wii não era um console de mesma geração do PS3 do X360), a Nintendo não teria um sistema “online” consistente e que o público do console não era “hardcore”, de modo que não adiantaria lançar jogos desse tipo para o aparelho (A EA usou como exemplo a baixa venda de Dead Space “on-rails”).
 
 
Como já se esperava, a Nintendo teve de suprir esse hiato com jogos fantásticos, é verdade, mas de produção própria.
 
A next-gen finalmente chegou (?)
  
Eis que surge então o Wii U, como a nova reinvenção dos jogos eletrônicos. Agora o console está um pouco acima do nível gráfico da concorrência (ao menos até que lancem seus novos aparelhos), de sorte que pode rodar tudo que os outros fazem hoje. Além disso, tem plenas condições de oferecer, ainda que, eventualmente, de forma um pouco mais simples, o que os novos consoles rodarão.
 
Indo mais além, registre-se que o público que não gostava dos controles por movimento, não precisa mais se preocupar, pois controles tradicionais estão de volta e, para fechar o pacote, existe a possibilidade de se implementar controles por toque em tela, ou, simplesmente usar a tela adicional para não precisar usar mais a TV.
 
Agora a Nintendo apresentou sistema online consistente, desenvolvido com ouvidos nos anseios das third-parties, tudo para entregar a melhor experiência possível.
 
Perfeito. Tudo muito lindo. Agora vai, né?
 
Em princípio, pareceu que sim. No anúncio do novo console, as maiores companhias de software declararam seu amor pela Nintendo e anunciaram para o Wii U suas grandes franquias, inclusive jogos que já estavam em desenvolvimento para outras plataformas.
 
Até a EA - que se resumiu a lançar jogos de esportes, fitness e versões medíocres da franquia Need for Speed para o Wii – anunciou que voltaria em peso para o console trazendo até a badalada franquia de FPS “Battlefield”. Um vídeo, inclusive, foi mostrado, na mesma E3 que mostrou a versão do jogo para os outros consoles.
 
 
Outras companhias também cantaram a bola de que apoiariam o console recém-chegado e, o coro nesse sentido tinha total lógica, pois, agora, o terreno era mais parecido com que já estavam acostumados e seus jogos chegariam para a o console da companhia que dominou a geração passada.
 
Entrementes, como se percebe da line-up do Wii U, a promessa não se confirmou.
 
A EA lançou apenas Mass Effect 3 (port de um jogo que há muito foi lançado para a concorrência), Fifa 13 (e mais alguns esportes genéricos) e NFS: Most Wanted. Pior, cancelou o lançamento de Battlefield 3, anunciou o 4º episódio da série apenas para PS3 e X360 e, recentemente, quedou-se silente quanto a sequer uma versão de Fifa 14 para o console da Nintendo.
 
Jogos como Metal Gear Solid 5, Castlevania: Lords of Shadow 2, Tomb Raider, Dead Island: Riptide, Grand Theft Auto 5, Dark Souls 2, Bioshock: Infinite, Resident Evil 6, Devil May Cry, dentre tantos outros, e, mais recentemente, “The Evil Within” (da Bethesda) e Call of Juarez: Gunslinger (da Ubisoft) foram anunciados (alguns até já lançados) para PS3 e X360, mas não verão a luz do dia no console da Nintendo.
 
Por que isso? Essa é a pergunta que não quer calar.
 
Bem, quanto à EA é fácil dizer. A companhia queria, a todo custo, integrar o serviço de venda digital de jogos do Wii U ao Origin. A Nintendo não aceitou e, claro, a EA ficou furiosa e decidiu retaliar a companhia de Kyoto, negando-lhe todos os seus jogos.
 
 
Mas o que não é fácil de compreender é o motivo para que as demais companhias deixem o Wii U de lado no momento do lançamento de seus jogos.
 
A Crystal Dynamics justificou a ausência de uma versão de Tomb Raider para o Wii U no fato de que o game já estava há muito tempo em desenvolvimento e não daria tempo de criar formas especiais de controles, para extrair todo o potencial do controle tablet.
 
As outras companhias, por seu turno, não se deram nem ao trabalho de dar uma resposta.
 
Tentando entender o problema
 
Se houver dedicada análise ao atual cenário, não há, a rigor, qualquer motivo plausível para as publishers ignorarem a existência do Wii U e anunciarem seus jogos para PS3, X360 e “consoles de nova geração” apenas.
 
Veja os exemplos da Ubisoft e da Activision. A Ubisoft lançou Assassin’s Creed III para o Wii U, sem precisar reinventar a roda para o game funcionar no console. Para dar um ar de novidade no Wii U, em comparação com os demais consoles, lançou mão de fixar um mapa na tela do controle, ao passo que o restante se desenvolve na tela da TV, como em qualquer outro sistema. Possibilitou a jogatina off-TV, para dar ainda mais liberdade para o jogador. Nada disso, porém, indispensável.
 
 
 
A Activision, com seu Call of Duty: Black Ops II, foi um pouco mais além e trouxe uma variedade enorme de possibilidades para os jogadores. Em CoD:BO II, é possível jogar com o Wii U GamePad – tanto na tela da TV quanto na tela do tablet -, ou com o Pro Controller, ou, ainda, com o Wiimote (inclusive mirando na tela do tablet).
 
 
Como se percebe, com um pouquinho de dedicação é possível pegar um jogo que todo mundo tem e dar um ar de “diferente” no Wii U, sem que isso envolva milhões de dólares em despesas.
 
O que se pretende dizer com isso é que, agora, não há desculpas para não se ter lançamentos simultâneos ou contemporâneos de jogos multiplataforma no Wii U. Até onde se sabe (e pelo que se vê dos jogos), a Nintendo apenas disponibilizou diversas ferramentas que os programadores podem explorar livremente, mas não há obrigação de apresentar, em todos os jogos, as funções únicas do console (toque na tela ou uso de controles por movimento).
 
Qualquer jogo lançado para a concorrência, poderia, tranquilamente, ser lançado para o Wii U e, para fazer a diferença, disponibilizar a opção Off-TV. Não daria trabalho algum e todo mundo sairia feliz.
 
Mas não é o que se vê por aí. Jogos e mais jogos são anunciados todos os dias e a discussão da mídia especializada não se preocupa mais em se o jogo será bom ou não, mas se dedica a anunciar aos quatro ventos que não haverá suporte para o Wii U, jogando mais combustível nas já acaloradas (embora batidas) especulações sobre os rumos da Nintendo e potencial abandono da linha de hardware de mesa.
 
A situação começou a ficar alarmante quando a Sega anunciou o remake de Castle of Illusion para todos os consoles e até mesmo para PC, e deixou de lado o Wii U, de novo, jogando um balde de água fria naqueles que estavam felizes com o anúncio do remake de Duck Tales, que levou a comunidade nintendista a crer que jogos dessa natureza seriam vistos sempre no Wii U.
 
 
 
Além disso, mais triste, e estranho, é ver o caminho inverso acontecendo. Jogos que seriam exclusivos do WiiU, agora serão multiplataforma, v.g., Rayman Legends. Ou seja, mesmo um jogo com atributos unicamente possíveis no Wii U é de conversão possível para os demais consoles, mas o inverso não (?).
 
Enfim, não dá para entender.
 
O “Dilema de Tostines” na casa da Nintendo
 
Pois bem, o único argumento ainda razoavelmente válido das companhias é de que não lançam para o Wii U, porque temem pelo seu insucesso (há quem o compare ao PS Vita). A Nintendo, por sua vez, se desculpa pelas fracas vendas iniciais, ante a falta de conteúdo constante, em especial das third-parties.
 
Como se observa, foi travado na casa da Nintendo o “Dilema de Tostines”: “O Wii U vende pouco porque não tem apoio de third-parties, ou não tem apoio de third-parties porque vende pouco?”.
 
 
Aos poucos, a Nintendo vem melhorando seu desempenho nas vendas, tendo em vista a previsão de lançamento de grandes franquias domésticas que, reconhecidamente, impulsionam as vendas de hardware. Porém, nesse meio tempo, grandes jogos estão ficando para trás e, se portados posteriormente, vão transformar o Wii U em uma nova versão do Wii, cheio de jogos “edição definitiva” tardias.
 
É bem verdade que o Wii U pode ter a mesma sorte do 3DS, que começou fraco e agora, 2 anos depois de seu lançamento, é um portátil consistente e cheio de jogos incríveis (inclusive, como exemplo, há Resident Evil: Revelations que, devido à qualidade, agora será portado para os consoles de mesa HD). Todavia, será que o Wii U terá a mesma chance do 3DS?
 
O portátil da Nintendo se consolidou porque o PS Vita fracassou (está melhorando, mas agora parece já ser tarde demais), mas será que os novos consoles da Sony e da Microsoft darão alguma chance para o Wii-U se restabelecer, ou vão jogar, de vez, uma pá de cal sobre o assunto, colocando a plataforma da Nintendo, outra vez, na situação de console de “geração anterior”?
 
É difícil saber.
 
Sinceramente, neste texto só se poderá levantar dúvidas, pois, por não haver acesso aos bastidores dessas disputas, não há como apontar soluções.
 
Todos aqui amam a Nintendo e, certamente, vão se manter fiéis a seus consoles, pois não os adquirem para jogar o que os outros têm a oferecer, mas para desfrutar daquilo que só a Nintendo pode oferecer. Entretanto, não há como negar que é bastante frustrante ver, todos os dias, uma notícia sobre um novo jogo e ver o Wii U novamente excluído.
 
Sempre se acende uma chama de esperança, quando dizem “PS3, X360, PC e consoles de nova geração”, mas será que o Wii U está nessa última categoria, aos olhos da indústria?
 
Além do mais, se o Wii U já tem nome, por que não o colocar, em vez de um genérico “consoles de nova geração”.
 
Muitos podem dizer que também não há a indicação de PS4 na maioria das vezes, então não haveria porque se colocar o nome do Wii-U. Ouso, todavia, discordar dessa teoria. O PS4 ainda não foi lançado, agora o Wii U já está aí há 6 meses, então não se justifica a prática.
 
 
Sinceramente, não há como saber quem é o culpado pelo que se vê hoje, se a própria Nintendo, por eventual prepotência de sua parte (herança da época de sua irretocável hegemonia), ou as third-parties, que, por preguiça ou retaliação aberta, preferem ficar no mundinho seguro que já habitam, preparando-se para a nova leva de Playstations e Xboxes, ignorando aquela que lhes deu abrigo no momento de necessidade (claro que isso não se aplica a todas as third-parties, pois muitas sequer existiam na época do crash dos jogos).
 
É melhor encerrar por aqui, esse texto deixa qualquer um deprimido, embora, conforme já apontado em outro artigo - recentemente publicado aqui no Wii Brasil - o Wii U não acabou e, provavelmente, vai se reerguer e se consolidar como um console memorável, com ou sem o apoio das third-parties. Mas, essa já é outra história.
 
Agora só me resta passar a palavra a vocês.
COMENTáRIOS • site
Juspion
21/12/2013 às 00:59
só algumas correçoes: o GC ficou a frente do xbox em numero de vendas. o N64 perdeu para o PS1 muito mais por questao das thirds e por "roubar" as principais franquias da nintendo. esse negocio de midia em cartucho é lorota, se assim fosse , saturn, neo geo CD, 3DO , pc engine teriam dominado o mercado tambem. FF7 só para se ter ideia ia ser lançado inicialmente para o SNES (com uso de chips espaciais).
Stenio
09/05/2013 às 21:07
É bronca, comprei um Wii U tem um mês, mas tô como coração na mão quando vejo essas notícias das third-parties. O jeito é ter esperança que a Nintendo lance os jogos exclusivos e melhore!
Anti-haters
07/05/2013 às 11:42
O problema do Wii U não é o Hardware e sim a falta de lançamentos de peso e jogos exclusivos, fora detalhes que estão falhos no Wii U ainda como a sua rede online e o virtual console.

A Nintendo quer que as thirds lancem seus jogos no Wii U, mas não da nenhum apoio financeiro para elas. A Crytek disse que portou Crysis 3 para o Wii U, mas não o lançou por falta de apoio financeiro e técnico da Nintendo.
Mr. Veve
03/05/2013 às 11:48
Muita gente abandonou um Wii, claro o que esperar já que até Nitendo fez isso com seu próprio e bem sucedido console, apesar de ainda ter dito que continuaria com o suporte para tal. Todos agora desacreditam e no fundo acreditam no Wii U ao pensar nas possibilidades. Eu mesmo espero um Fatal Frame com o uso do GPad. Queria muito a Nitendo voltando ao topo.
ernanifdx
02/05/2013 às 14:17
Acho que o Wii U não venderá como o Wii vendeu.
O Wii U ainda não empolgou e parte do pessoal que jogava o Wii foi para os consoles da concorrência.
Herbie
01/05/2013 às 12:22
Não consigo ver o Wii U se destacando da mesma forma que foi com o Wii. Vai sobrar pra própria Nintendo salvar seu console, só q desta vez as Thirds não parecem nem interessadas em tentar, não querem correr riscos.

A cada geração q passa, fica notável para a Nintendo e quem acompanha o cenário atual de q trazer novidades é muito positivo, mas deve-se ater à algumas tradicionalidades.
Éderon
30/04/2013 às 09:01
Estou bastante convicto que após as franquias da Nintendo serem lançadas o cenário irá melhorar para o Wii U. Nessa geração, o poderio gráfico estará equilibrado e se a Nintendo conseguir vender hardware, deverá chamar atenção das grandes thirdies. Se o 3DS está sendo um sucesso de portátil, não vejo o motivo do Wii U não ter chance, a não ser que exista algo obscuro nos bastidores entre Nintendo e thirdies que não saibamos.
PS: Ótimo artigo! Parabéns ao Carlos Eduardo!
Rich-san
28/04/2013 às 23:48
O problema do Wii U, além da falta de jogos, é que ele está competindo com consoles de geração antiga,a nintendo não tem o poder no momento de mudar todo o mercado com um simples lançamento, o desenvolvimento de jogos está voltado ainda para o ps3 e 360, wii já tava de fora, então a nintendo vai ter que esperar sair os novos consoles da microsoft e da sony para entrar na disputa, porque só nesse momento as empresas realmente terão de escolher uma nova plataforma para desenvolver seus jogos, o cenário irá mudar quando xbox 360 e ps3 forem deixados para trás, Wii u é um next gen mto precoce, as empresas não viram motivos ainda de investir em um jogo de nova geração e é até por isso que o wii u não foi de todo aproveitado e as pessoas acabam pensando que é porque o console é "fraco" mas é simplesmente porque as thirds ainda fazem seus jogos pensando no 360 e ps3.
Super FOG
28/04/2013 às 23:29
http://www.youtube.com/watch?v=cJawrGFJbQs
Super FOG
28/04/2013 às 14:58
Me incomoda muito que um cara com a inteligência do Giga ainda divida os jogos entre casual e hardcore, divisão que não deveria sequer existir, em primeiro lugar.
Medeiros
28/04/2013 às 11:22
Duas palavras: Desempenho pífio.

Só olhar como Black Ops 2 e Assasin's Creed 3 venderam porcamente sendo lançados simultaneamente as versões dos outros consoles. Até exclusividades como ZombiU e Lego Undercover não conseguiram chegar a meio milhão de unidades até agora.

E me diga ai, que títulos venderam mais de quatro vezes quaisquer um dos mencionados? Mais um New SMB requentado, feito com tanto esforço que poderia ser facilmente adaptado para o Wii, e Nintendo Land, que é simplesmente um Wii-Play mais complexo que mostra o que o GamePad pode fazer.

Esse é o console que deveria abranger todos os públicos? Parecem os mesmos consumidores do Wii, que engolem os títulos com apelo para as massas da Nintendo (ou seja, Mario e a linha casual), e ignora todo o resto dos títulos do console. A diferença é que dessa vez o papo não está colando, e o console está sendo derrotado toda santa semana pelos consoles HD e suas lineups inquestionavelmente superiores.

Ou a Nintendo dá um jeito de atrair demanda pelos jogos das Thirds, ou elas nunca irão se dar o trabalho de investir com seriedade no console. E por investir eu quero dizer trazer seus jogos multiplataforma, porque qualquer um que espera exclusividades Thirds a rodo para qualquer um dos consoles dessa geração é ingênuo, salvo na hipótese dos jogos serem financiados pelas fabricantes de hardware (como é o caso de Bayonetta 2).
Shin
27/04/2013 às 21:04
Parabéns a equipe do Wii Brasil. O texto ficou ótimo! Desconhecia a parte prepotente da Nintendo na geração 8/16bits mas o fato é que tudo isso envolve dinheiro e quando a dinheiro envolvido se envolve interesses. Eu na ultima geração P360 e Wii, fui Xbox 360 e DS mas aos poucos e fui comprado todos os consoles para aproveitar os softwares( eles sempre valeram para mim mais que hardware) mas sim... Eu amo a Nintendo; tanto que tenho todos os aparelhos da empresa e curto quase todas as suas franquias. Desejo sorte para Nintendo mas acho PCstation 4(aquilo é um PC) e próximo Xbox se não ficarem na frente do WiiU vão ficar bem mais próximos dele do essa geração vencida pelo Wii(hardware).
27/04/2013 às 13:01
@hinz

Mas deve-se analisar que agora o sistema é mais familiar e padronizado, a nintendo o fez pensando em se igualar aos consoles da concorrência.

Mas só o tempo dirá se foi uma aposta acertada da nintendo.
27/04/2013 às 12:41
Ótimo artigo! Parabéns!

Acredito que o wii-u possa se recuperar, mas será necessário muito trabalho por parte da nintendo, como baixar o preço, aumentar a line up de jogos e ainda realizar todas as atualizações possíveis para melhorar o sistema do wii-u.

Quanto ao mercado third no wii-u; só o tempo irá dizer, uma coisa é certa, o wii-u tem potência para fazer coisas que não vimos nessa geração e é nele que o custo de produção de um bom jogo será menor, é uma aposta arriscada já que o mercado sempre se adaptou aos custos de produção dos grandes jogos.
D2Boy
26/04/2013 às 10:16
É uma situação complicada mesmo só que tem muita coisa estranha.A Nintendo na década de 80 e 90 não podia ter feito o que fez usando ditadura para cima das third parties com o NES e com o SNES,isso acabou influenciando no N64 só que o 64 acabou sendo muito injustiçado só porque ele era de cartucho mas ele tinha muito potencial e até hoje,não consegui entender porque muitos jogos não foram lançados para ele.O Gamecube ele era excepcional um console incrível em todos os aspectos tinha bastante potencial só que acabou sendo prejudicando por causa de alguns lançamentos não terem saído para ele mas ele é um caso difícil de entender,eu queria ter comprado um GC mas ele infelizmente tinha parado de vender,O Wii era um console que tinha bastante potencial só que acabou sendo prejudicado bastante por causa dos jogos casuais e de alguns jogos terem versões inferiores para ele,mas eu não acho que os gráficos influenciaram a falta de alguns jogos qualquer console hoje em dia tem que ter bons gráficos pode estar em HD ou não mas tem que ter bons gráficos,no caso ele tinha bons gráficos,na verdade ele tem bons gráficos,mas o motivo dele ter um apelo enorme para jogos casuais prejudicou bastante o console mesmo sendo o mais vendido dos consoles de mesa da Nintendo.O Wii U é um console que tem muito potencial,a Nintendo até pediu opiniões das third parties para saber o que elas queriam para o novo console da Nintendo mas a pergunta que não calar porque tais jogos não tem versão para o Wii U? e também porque não tem uma grande linha de lançamentos para o console? é um mistério,mas recentemente o Wii U está tendo vários lançamentos sendo anunciados para ele e a situação está começando a mudar ela tem que continuar melhorando cada vez mais,claro que infelizmente ele não vai receber alguns jogos,mas com tanto que ele tenha jogos de qualidade é o que importa.Eu não acredito que a Nintendo irá fali como a Sega eu acredito que ela vai dar a volta por cima a gente tem que botar fé na Nintendo ela já passou pela mesma situação recentemente e pode virar o jogo novamente e isso com certeza vai acontecer,vamos ser otimistas nessa situação.
Hinz
25/04/2013 às 22:40
@Super FOG
1) O mercado da Nintendo é totalmente divergente. Acho besteira alguém tentar comparar um console da Nintendo com qualquer outro da atualidade, pois o público dela é bem diferente.

2) Eu entendo perfeitamente quando alguém defende a jogabilidade, mas sou contra pessoas que acham que jogos não precisam de gráficos.
Journey não conseguiria cumprir o seu papel se o gráfico não fosse tão importante quanto a jogabilidade.
Observação: Gráfico não é definido apenas pela qualidade das texturas e dos modelos, mas também pela forma que ele é usado para dar vida à arte.

3) O GamePad é legal, mas tenho preferência por um controle mais simples.
DK
25/04/2013 às 22:09
Kara , o Wii U vai ter que sobreviver com os jogos fodahs dela denovo. Sobreviveu 7 anos com o Wii que ñ era HD, porque ñ com Wii U ?
Sean Masters
25/04/2013 às 20:18
"ou as third-parties, que, por preguiça ou retaliação aberta, preferem ficar no mundinho seguro que já habitam, preparando-se para a nova leva de Playstations e Xboxes"

A verdade é que essas third-parties estão se equivocando, gastando milhões para entregar um produto de altíssima qualidade e perseguindo vendas absurdas, como a Squareenix que queria vender 5.5 mi de TR e vendeu "apenas" 3,5. Várias empresas estão quebrando e não percebem que ideias simples como Angry Birds são muito melhores que Final Fantasy anuais ou jogos com orçamentos superiores a grandes produções de Holywood.

Eu acho o WiiU um hardware perfeito, combina tudo que necessitamos para esta e a próxima geração, acredito que a Nintendo deve reforçar seu conteúdo online de maneira inovadora e que varios jogos merecem continuações decentes como Mario em 3D, Zelda, Metroid, Pokemom e, porque não, Wii Sport. A Nintendo não deve abandonar o Wii Remote, ela devia incluir ele e o controle pro no pacote do WiiU.
blimbou
25/04/2013 às 14:01
pqp, mirar na tela do tablet com o wiimote é o cúmulo do cúmulo
o wii u tá trilhando um caminho ruim e vai ficar pra trás
TauanVader
25/04/2013 às 11:41
Wii U vai vender como agua este ano mas SÓ APOS a E3 !
Diomasters
25/04/2013 às 10:36
Ótimo texto! Contando desde o inicio dos videogames de mesa da Nintendo ate chegar ao console atual. Gostei!

E sobre o WiiU, não sei nem o que dizer, as coisas parecem estar bem complicadas para o novo console branco da Nintendo! Em todo caso, ele esta começando ainda! Vamos ver como as coisas vão se desenvolver após essa E3!
Super FOG
25/04/2013 às 10:06
Existe um outro fator também, o Wii U já surgiu adornado em volta de negativismo, desde que surgiram as especificações técnicas do aparelho, o console começou a ser depreciado com conversas do tipo Hardware defasado, ficar pra trás, muitos ports de jogos e bla bla bla.

Até antes do surgimento do PS4, o Wii U era o console mais poderoso da atualidade (e continua sendo se contarmos só os que estão no mercado), ele é tão next-gen que a tecnologia empregada no Game Pad é tão grande que o Dual Shock 4 e o controle do próximo Xbox sonhariam em ter ela, não só isso, o hardware não deve nada às exigências atuais, quem sentiu alguma diferença gráfica gritante entre o PS4 e o Wii U, ou mesmo entre o PS4 e seu irmão mais velho PS3, certamente deve ter uma visão deveras mais apurada. Eu lembro que quase bati a tampa do notebook assitindo a apresentação do PS4 quando subiu o cara falando sobre contagem de polígonos, CARALHO! Querem mesmo dizer que o determinante de uma nova geração são gráficos e foda-se o resto?

Eu honestamente não ligo pra que tipo de púbilco a Nintendo queira direcionar o Wii U, o importante é que ela consiga fazer dinheiro com a sua plataforma e que os jogos próprios dela continuem calando a boca dos drones soltos por aí.
setezerocinco
25/04/2013 às 08:50
Meu primeiro videogame foi um NES (nintendinho para os chegados), nem sabia direito o que era ser um gamer. Ganhei do meu pai e fiquei maravilhado com os jogos e as possibilidades, mas pra mim era só um videogame.

Quando chegou o SNES também ganhei de natal e achava sensacional os jogos terem gráficos melhores, mas pra mim continuava sendo só um videogame, até o dia que coloquei meus olhos (e meus dedos) em A Link to the Past. O mundo dos games se transformou para mim e daquele momento em diante eu resolvi que seria um nintendista!

Apesar de gostar muito dos exclusivos da Nintendo, e gostei muito de alguns exclusivos da concorrência como Crash Bandcoot, Sonic (quando era só da Sega) e GTA, eu não compro videogame por causa desses jogos, eu compro para jogar Zelda.

Desde o SNES eu tive todos os consoles da Nintendo, mas nunca comprei no lançamento, comprava apenas quando um novo Zelda era anunciado. Também comprarei o Wii-U, assim que for anunciada data de lançamento de um Zelda para ele e comprarei agora o 3DS porque foi anunciado a continuação do A Link to the Past.

Na minha opinião, a Nintendo sempre foi turrona com seus consoles e cheia de regras para as thirdies porque era líder do mercado. Foi uma escolha errada, mas foi escolha dela e a empresa acabou se tornando uma empresa de jogos first para sua base de fãs.

Eu gosto sim de vários outros jogos (fiquei boquiaberto com a imersão de Red Dead redemption), mas pra mim jogos não são gráfico ou personagem, são história. É como ler um bom livro, mas fazendo parte dele.

Enfim, creio que a Nintendo está tentando recuperar terreno, se redimir dos erros do passado e ganhar a confiança do público em geral novamente, não só dos fãs, mas ela se esquece que assim como ela tinha uma mente antiquada por trás de suas ações como Hiroshi Yamauchi, as thirdies também tem mentes antiquadas presidindo suas empresas e pode ter certeza que esse quadradões do século passado ainda lembram de quando a Nintendo era quem ditava as regras.
Super FOG
25/04/2013 às 00:46
Cara eu não sei nem o que opinar, o artigo está ótimo, porém as verdades estão aí.

Continuo com a minha mentalidade de que o Wii U não é considerado next-gen por birra, considero fuck logic comparar o Wii U em QUALQUER SENTIDO com PS3 e Xbox 360 que são consoles que existem a mais tempo. Eu vou comprar o Wii U acima de tudo por ser fã da Nintendo, não ligo para aquilo que os istas das outras plataformas gostam de profanar, eu estou comprando um console para EU jogar.

Eu concordo que o Wii U teve um começo fraquíssimo e que isso foi influente demais, o console está realmente dependente da E3 para manter seu público. Porém eu odeio de morrer quando a cambada faz piadinhas sobre o Wii U não ter jogos quando na verdade ele já tem mais jogos que seus concorrentes que sequer foram lançados, segundo é o tempo que cada pessoa demora pra apreciar cada jogo, New Super Mario Bros. U é taxado de rehash e outras quinhentas bostas, mas esse jogo sozinho já me garante pelo menos um mês inteiro na frente do Wii U. (e vejam só crianças, é um Mario no lançamento de um console Nintendo de mesa, faz 12 anos que eu esperava por isso de novo).

Enfim, o Wii U teve um começo ruim, mas com certeza não foi pior que o do Xbox 360, que foi lançado um ano antes dos concorrentes assim como o Wii U, vale lembrar, e além de também sofrer com falta de jogos, também teve jogos ruins e os inesquecíveis problemas de fabricação, 3RLs, superaquecimento, a negligência da Microsoft à esse problema por anos, o começo de vida do Xbox 360 é facilmente o pior que um console já teve. E vejam só, mesmo com um começo caótico o Xbox 360 é o console mais vendido da América do Norte.
File Not Found
24/04/2013 às 19:56
O problema do Wii-U com as third já começou pelo nome!

O nome do projeto (Cafe) ficou melhor que o nome final! Nintendo Cafe>Wii-U!
Jet
24/04/2013 às 19:47
2015 vem ai com um Monster Hunter 4 Ultimate, ai vai vender Wii-U igual água no deserto KkKkkK
G.P.C
24/04/2013 às 16:33
Compro consoles da Nintendo pra jogar jogos da Nintendo, isso sempre será o fator principal do motivo de eu comprar um console da Nintendo.

Mas, desde o anúncio (na minha opinião prematuro) do Wii U, sempre achei que ele estaria fadado ao rótulo de "Wii 2", por ficar fraco em relação à concorrência, e de fato será.

Prefiro sim jogos da Nintendo, mas gosto muito de alguns multi, foi muito triste ficar sem Street Fighter, Mortal Kombat, Resident Evil 5 e 6, entre outros jogos que gosto, mas não pude jogar, por ter só Wii.

Não tenho interesse em nenhum exclusivo da concorrência, mas será que é pedir demais que os multi, dessa e da próxima geração, venham pro Wii U?
Tanure
24/04/2013 às 16:22
A Nintendo infelizmente aparenta também não querer apoio das third.
Bem, pelo menos já sei que dessas empresas podemos esperar jogos: SEGA, Ubisoft, Warner Bros, Square Enix, Activision. Não sei se podemos esperar a ajuda da Rockstar que até fez bons ports para o Wii, como Manhunt 2 e Bully.
Ledig
24/04/2013 às 13:47
@Joky, deu pra pareceber ja que eles estão tendo um ótimo suporte da Ubisoft.
Ledig
24/04/2013 às 13:46
Concordo com o Lukazz, pode ter existido outro motivo para não lançarem tantos jogos thirds no começo do WiiU, mas o fato dele continuar defasado assim por tanto tempo é pela falta de vendas também, concordo que a Nintendo tem que lançar mais dos seus "Supremos" pra melhorar as vendas do WiiU e assim chamar a atenção das thirds. Por isso as vezes digo que o Vita ta numa situação pior que o WiiU ainda, por mais que os dois estejam com vendas parecidas, a Nintendo consegue se segurar MUITO MAIS facilmente com seus exclusivos, do que a Sony.

É como eu digo pra quem comenta "Pq sai Monster Hunter pro 3DS e não pro Vita, sendo que foi no PSP que ele teve o sucesso?", simplesmente pq, o Vita tem miseros 4,5m vendidos, enquanto o 3DS tem 30m, em qual console tem mais chances do Monster Hunter vender mais? 3DS Claro.

Para mim o WiiU esta se tornando o Vita, parecia que ia ter um hardware sensacional, mas nem é, que ia trazer uma graaande inovação na forma de jogar (ela trouxe com o Nintendo Land sim, mas as thirds não aproveitam isso, usam a tela do GamePad para funções secundarias como no DS e 3DS), entre outras coisas.

Só comprei o WiiU mesmo porque eu realmente gosto MUITO dos exclusivos da Nintendo, MUITO mesmo, ja comprei com o pensamento de que ele não iria ter um apoio bom das thirds, mas eu gostei DEMAIS do Wii, ele teve tantos jogos bons que eu simplesmente nem ligava pros multiplataforma que não chegavam pra ele, ele vivia num mundo separado, e por isso comprei o WiiU, pois no minimo ele pode viver nesse "mundo separado" que o Wii viveu, e será tão foda quanto ele!
Joky
24/04/2013 às 13:26
Bom, não vou tirar nenhuma conclusão precipitada, pelo menos não antes da E3, eu ainda acredito que a Nintendo tem uma, se não várias, cartas na manga. Claro que, em questão de jogos da próprias Nintendo, com certeza não tenho nenhuma dúvida quanto a qualidade e quantidade de seus jogos. Já na questão do suporte das thirds, também acredito que ela só está esperando a E3 para nos dizer algo sobre, como anunciar uma parceria com a Square por exemplo...e não duvido, a Nintendo não é burra, algum suporte ela vai procurar a ter, pois ela também sabe que para se ter uma boa linha de lançamentos e constante, o suporte de thirds é essencial.
MugenX
24/04/2013 às 12:58
Pra mim é isso que ocorre:
Console novo = poucos usuários, então poucas empresas lançam jogos.

Como se resolve isso?
lançando jogos nintendo para aumentar as vendas.

Demonstrar poderio do hardware para as outras empresas enquanto elas constroem seus consoles é pedir pra se ferrar. E jogos da nintendo em cima de jogos das poucas empresas que apoiaram o console no inicio pode ofuscar os parceiros, então sem jogos nintendo por enquanto.

Então o problema agora é esperar os consoles das concorrentes serem lançados, mostrar os exclusivos para vender mais consoles, conseguir uma boa base instalada para as thirds apoiarem o console.

Claro que tem muitas variáveis e coisas acontecendo, mas acho que esse é o cenário visto da forma mais simples(por mim kkkk xD).
Xitão
24/04/2013 às 12:16
Fico muito chatiado com essa situação, mesmo não tendo comprado meu Wiiu ainda. Acho que a Nintedo errou em algumas coisas no Wiiu, a começar pelo nome. Se ela queria atrair outros jogadores ela tinha que ter mudado o nome. Tem tambem a questão do hardware, que na minha opinião não vai ser a mesma diferença do wii para ps360 mas ficou uma impressão muito ruim de que o console é defasado. A Nintendo vai ter que se superar na E3, porque o negócio tá feio.
Lobo Gigante
24/04/2013 às 12:00
Sem falar dos problemas de Hardware do console né. Esqueci de mencionar, coisas q vão ser resolvidas aos poucos.
Lobo Gigante
24/04/2013 às 11:59
A situação do WII U é preocupante pelo fato dele n estar vendendo. A culpada disso é da Nintendo q n lançou jogos de peso no lançamento do console. Minha preocupação é q os GRANDES jogos da NINTENDO só começaram a sair com o Pikimin em AGOSTO. E brigas com EA, Thirds-parties n querem saber se a Nintendo salvou elas a 20 anso atrás, business é business e nesse mundo corporativo capitalista cada um quer salvar o seu. Quando o WIIU começar a vender q nem água receberemos grandes jogos, mas n aguardem q a Nintendo vai receber todos os blockbusters do Xbox e playstation. E sinceramente todos sabemos a Nintendo é uma empresa fechada nesse mundo e os fãs dela n estão nem ai se terão FIFA ou CoD todo mês, o importante é o Zelda, Smash, Mario, Metroid, pokémon etc... Resta saber se a Nintendo vai conseguir se segurar de novo com seus próprios jogos. E s as third cancelaram seus jogos ou tiraram a exclusividade única e exlcusivamente pq teem medo do futuro do console, e n querem ter prejuízos.

Outra coisa o WII U NUNCA vai vender como o WII, assim como o PS3 nunca vendeu como o ps2. Parece q a indústria se esqueceu q o PS3 lançou cheio de problemas, com preços absurdos, tecnologia blu ray q as empresas tinham dificuldades de produzir na época, e hj ele se recuperou muito bem, sai games a rodo, mas a Sony contabiliza seus prejuízos até hj. E sinceramente pelo q andam falando do Xbox 720, acho q o rumo dele é ser o novo Play 3 da nova geração.

Fico aguardando o lançamento de Bayonetta e The Wonderfull 101, esses s são jogos de third importantes para o WII U. Tivemos o Monster Hunter e o Need for Speed, q a EA é só elogios para ele, e cá entre nós alguém imagina q a EA vai deixar de lançar um FIFA no WII U, eles n rasgam nota de 100 dólares ainda n, ninguém sabe o dia de amanha.
Tokii
24/04/2013 às 11:37
Então ESSA é a treta da Nintendo com a EA que eu li em tantos lugares! Pura birra da EA, com frescurinha. Como se tivesse Origin na PSN e XBLA...

Mas enfim, é triste ver a situação do Wii U, sendo deixado de lado assim logo no começo da sua vida, pelo menos o Wii levou algum tempo até que fosse esquecido pelas thirdies. Bom, se as thirdies não lançam jogos para o Wii U porque o Wii U não vende, cabe a Nintendo consertar isso, com seus próprios jogos. Assim como foi com o 3DS, a Nintendo precisa de uma estratégia para vender o console e chamar a atenção das thirdies, tudo isso antes do PS3 chegar as lojas, pois daí a competição vai ficar acirrada, ainda mais com um hardware superior no mercado(mesmo que não tão expressivo quanto Wii era com PS360).
A Nintendo tem que parar de dar tanto enfoque no 3DS, que é um console com uma boa base instalada, e olhar mais para o Wii U. Olha só quantos jogos de peso o 3DS já tem anúnciados: Dream Team, Yohi's Island 3, A Link to the Past 2, e por aí vai. Para o Wii U? A Nintendo tem que fazer algo nessa E3 urgente, e ainda por cima lançar uns dois títulos de peso até o final de 2013, ou o Wii U vai fracassar assim que o PS4 chegar as lojas.
lukazz
24/04/2013 às 11:11
Realmente, é triste ver a desapoio das thirdies para com o Wii U, acredito que a unica solução seja a Nintendo lançar seus jogos, de forma a levantar as vendas do Wii U, fazendo com que as thirdies percam esse "medo" de que o console não vai aguentar essa geração.
nicolasacmf
24/04/2013 às 11:10
Bom artigo, mas alguns comentários aqui embaixo me deram câncer.
maribondo
24/04/2013 às 10:35
Otimo artigo, a nintendo Esta em um modelo de mercado baseado na época em que ela era lider, Hoje em dia nao se pode ignorar o jogos thyrds, alem do mais ela sempre tenta enganar o consumidor mostrando que o aparelho recebera muitos jogos, que sera um console para o publico hardcore e é assim desde o Game cube, Jogos e mais jogos vao sendo cancelados ate ficar como ja esta no wiiu "sem lançamentos nas semanas" É dificil confiar na nintendo no que diz respeitoa consoles de mesa e só compra consoles Nintendo quem realmente é fan dos jogos da empresa, mais iai? sera que vale mesmo apena pagar caro em um console para jogar apenas os jogos exclusivos?
Carlosenetto
24/04/2013 às 10:33
@Emissário, obrigado pela correção...misturei Dark Souls com Darksiders, mas já arrumei lá.
Emissario
24/04/2013 às 10:26
E.A é fio de uma eguá!! Mas é inegável que a Big-N também está recolhendo um pouco daquilo que plantou, com sua politica de negócios extremistas, ela acreditou demais que reinaria por muito tempo, erro esse que foi crucial para a ascensão de outras empresas.
Mas o mercado como um todo está sinistro, o pessoal fala de play 4 e 720 como se eles já fossem sucesso absolutos, e acredito que não é bem por ai. A economia tá complicada, tanto aqui quanto no EUA, principal mercado de jogos, se o Wii-U está ruim, nada garante que os outros consoles, com o custo de 100 dolares a mais do que o Wii-U, se saiam melhor que o console da nintendo.
Em resumo, só o futuro dirá o que será de nós jogadores. Os mais pessimistas já estão dizendo que essa será a ultima geração de consoles e que o futuro está nas Nuvens. vamos ver.

PS: Corrigi o texto ai, Darksiders 2 saiu para Wii-U.
Marcelinks
24/04/2013 às 10:15
Ótimo texto
Primeiro a industria é um pouco racista com a Nintendo, ela é muito taxada como infantil (e de um tempos pra cá isso só piorou), outra coisa é que as empresas não vão portar um jogo (que já estava em desenvolvimento) para um console que não vende, alem disso, excluindo o pessoal que gosta da Nintendo, nenhum outro consumidor iria comprar um Wii U para jogar um Mass Efect ou um Call of Duty, eles iam preferir jogar nos consoles que eles já tem, pra que comprar um videogames para jogar um jogo praticamente igual?
No mais, é a Nintendo que precisa levantar o próprio console, sempre vejo a situação do Wii U a mesma que o 3DS, ela precisa trabalhar para trazer grandes jogos dela para que o console faça sucesso.
Al-Rashid
24/04/2013 às 09:59
Artigo muito bem escrito apesar das muitas discordancias que tenho com ele. Em todo caso parabéns.
raereu
24/04/2013 às 09:58
Não acredito em perseguição, exceto por parte da EA que todo gamer odeia, mas continua comprando FIFA. A Nintendo realmente prometeu e não entregou... nas demos e na conversa falava de um console com PODER gráfico, da vocação HARDCORE e na prática entregou uma potência de 2006. Eles achavam o que? que ninguém veria a diferença? Foi um choque na industria e na comunidade e ambos responderam fugindo do console... Acredito em estratégia errada.

Apenas usuários cadastrados podem comentar.

Se deseja realizar seu cadastro, clique aqui.

COMENTáRIOS • facebook
artigos recentes