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Nintendo Land
escrita por Adriano Benedito Pasquini
Wii Sports foi a porta de entrada para construir, de forma gradual, a ampliação do público da jogatina e, ao que aparenta, Nintendo Land se converte em algo dúbio, que, num primeiro olhar, tentará um esforço de reunir, possivelmente, dois opostos: uma pessoa que só está buscando uma diversão descompromissada e outra que está ambicionando, por exemplo, reviver, de alguma forma, aquela franquia esquecida nos confins temporais ou, ainda, aquela que já conhece o universo da Nintendo e pode ajudar os integrantes da primeira parcela a nutrir um conhecimento básico da história da Nintendo, que vai desde, por exemplo, Donkey Kong (arcades), até Pikmin.

Nada como um parque de diversões para conceitualizar tal preceito. Ao menos a Nintendo pensa assim. Uma onda de felicidade transposta numa paleta de cores variada, em alta definição, pode criar simpatia, assim como aversão. Ao que parece, a Nintendo poderá focar no princípio da interação junto ao cenário de divertimento, até mesmo utilizando os recursos online que o videogame terá. Poucos detalhes foram dados, porém as especulações povoam o nosso imaginário.

Possibilitar uma diversão instantânea nos moldes de Wii Play ou do próprio Wii Sports não seria o suficiente. Como mencionado, é um parque de diversões da Nintendo e, tendo isto em mente, as atrações são baseadas num híbrido de franquias veteranas e novatas da empresa. Promissor de um lado, todavia, por enquanto, mascarado, escondendo em si outras experiências, em seu núcleo de proposta, já vividas no Wii, transportadas para o conceito do novo controle, buscando agregar também o que fora visto anteriormente.

Doze serão as temáticas de minigames. De início, haverá o audacioso Luigi's Ghost Mansion que pretende trazer uma realidade "inovadora" baseada na competitividade, trazendo jogadores com o Wii U GamePad e os Wii Remotes. Em uma ambientação labiríntica, materializada na franquia estrelada pelo irmão de Mario, o jogador que portar o GamePad controlará um fantasma que terá visão livre de todo o cenário. Ao mesmo tempo, até quatro outros jogadores poderão controlar humanos portando lanternas e presos no dito ambiente sombrio. O objetivo é trabalhar em equipe para destruir o fantasma. Este pode ser localizado por meio de pequenos barulhos feitos nos altos-falantes de cada Wii Remote, indicando a aproximação do inimigo ou, ainda por um pequeno raio que iluminará a área em poucos momentos. A lanterna provocará dano gradual no fantasma e haverá um power-up para dar amplitude ao seu alcance.

Sweet Day, baseado no universo de Animal Crossing, dará seguimento a este projeto de integração de Wii Remote e Wii U GamePad, intitulado pela própria Nintendo de "jogabilidade assimétrica". Neste caso, até quatro jogadores controlarão animais esfomeados, que na realidade são os Miis vestidos com roupas contextuais de Animal Crossing, por meio do Wii Remote. Estes animais devem colher um total de 50 doces em árvores, enquanto dois guardas, controlados pelo GamePad, impedem a consumação do pecado capital alimentício e o triunfo do grupo. Existirão algumas árvores em que será necessário o trabalho em conjunto de até três jogadores para que as guloseimas possam cair e, quando um personagem se alimenta bastante delas, ficará com a cabeça enorme e com os movimentos pautados por uma lentidão danosa e que facilitará o trabalho dos guardas, caso o trabalho em equipe não se mostre de forma plena.

Por enquanto, a menos inspirada das atividades que primam pela assimetria entre jogadores, a Battle Quest, é inspirada em The Legend of Zelda, propiciará a três pessoas controlarem o Wii Remote como se fossem espadas, executando movimentos semelhantes aos vistos em Skyward Sword, com direito a movimentos defensivos com o escudo, dentre outros atributos, todos a serviço de desbravar uma versão estilizada de Hyrule, aparentando diversas camadas de panos, no intuito de derrotar diversos oponentes. Estes heróis contarão com a ajuda de um arqueiro controlado exclusivamente pelo GamePad. Haverá um controle de mira por meio do sensor de movimentos do controle exclusivo do Wii U e uma visão aproximada do campo de batalha será posta na tela do GamePad, enquanto o restante dos jogadores, na tela da TV, desbravam o mundo hyruliano.

Nintendo Land também terá atividades que podem ser jogadas por somente um jogador. Das que foram reveladas até o momento, temos o inventivo minigame baseado na clássica série Donkey Kong, dos Arcades, no qual o sensor de movimentos do GamePad realizará um trabalho primordial. Donkey Kong  Crash Course possibilita ao jogador, por meio de um carro de mina, controlado inclinando o controle do Wii U, percorrer um labirinto, desviando de diversos obstáculos e pressionando os analógicos, a fim de ativar alavancas e interruptores, tudo trabalhando em conluio para chegar em uma área específica do cenário visto em 2D na perspectiva lateral.

Outro minigame de um único jogador é baseado na antiga série Nazo no Murasame-jou, da época do NES e que nunca saira do Japão. Takamaru's Ninja Castle fará com que jogadores usem e abusem dos sensores de movimento e da tela sensível ao toque do GamePad. Aqui objetiva-se lançar estrelas-ninja contra uma variedade de inimigos que vão surgindo no cenário. Bem simples.

Juntando-se ao grupo de minigames simples, um baseado em F-Zero fará com que Miis possam controlar veículos baseados na dita franquia de jogos de corrida, até então esquecida pela Nintendo. Enquanto estes jogadores podem controlar os veículos, outro criará obstáculos por meio do GamePad. Não é o retorno triunfal que estávamos esperando, porém ainda há esperanças, quem sabe...

Ainda serão revelados minigames baseados em ambientações de Metroid, Pikmin, Yoshi, Game & Watch, dentre outras novidades.

O conceito ainda se encontra em sua fase inicial de amostras, porém, isto deve mudar nos próximos meses, afinal, Nintendo Land fora prometido como título de lançamento de Wii U e há possibilidades de vir junto ao console, gratuitamente. Demonstrações exemplificadas à parte, esperamos uma expansão do conceito de "parque de diversões" e que ele não seja apenas uma simples ligação para estes minigames, alguns promissores, porém com o risco de terem uma longevidade pouco duradoura, fazendo com que o retorno àquele lugar radiante chamado Nintendo Land fique comprometido.

expectativa:



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